"Apontou com uma pistola": Pastor da Igreja Assembleia de Deus Pentecostal acusado de raptar e agredir fisicamente a ex-namorada em frente dos filhos dela
Uma cidadã nacional que atende pelo nome Kiessa Victoria, residente no Zango 2, província do Icolo e Bengo, acusa o senhor Hélder Chicunga, por sinal pastor da igreja Assembleia de Deus Pentecostal Ministério da Paz - Nova Vida, de a ter raptado e agredido fisicamente em frente dos seus filhos, na passada quinta-feira, 17, a ponto de a ter deixado com hematomas em várias partes do corpo.
Por: Alfredo dos Santos Talamaku
Ao narrar os factos ao Na Mira do Crime, a nossa entrevistada avançou que às agressões são frutos de um conflito que decorre desde que a ofendida decidiu terminar a relação amorosa que mantinha com o pastor, desde o ano 2020.
"Fui empregada dele e depois começamos a namorar, mas decidi terminar o namoro, mas ele não concordou com a minha decisão, e por raiva acusou-me de lhe ter furtado 2 milhões e 600 mil kwanzas do seu cartão multi-caixa e acabei detida na Esquadra do Zango Zero, no dia 1 de Fevereiro, onde fui posta em liberdade três dias depois", contou.
Explicou que o dinheiro ao qual o patrão se refere de ter sido subtraído ilicitamente, foi gasto com o consentimento do patrão, o senhor Hélder.
"Ele deu-me o cartão e o código, por eu ser namorada dele, eu gastava o dinheiro na normalidade, às vezes em compras com ele mesmo, não sei como ele foi capaz de fazer aquelas acusações", deplorou.
"Para ser libertada ele exigiu-me 100 mil Kwanzas, segundo ele, o dinheiro seria entregue ao senhor Pires, o investigador do SIC que estava com o caso", acusou.
A nossa entrevistada disse que, passados cerca de cinco meses, na passada quinta-feira, dia 17 do mês corrente, foi quando terá sofrido às agressões por parte do ex-namorado, que a deixou com hematomas em várias partes do corpo.
"No dia das agressões", disse a nossa entrevistada, "eu me encontrava com as minhas filhas a caminho de uma festa, ele apareceu com um carro, desceu e apontou-nos com uma pistola, ameaçando -nos de morte. Colocou-nos no carro e disse que se eu tentasse pedir socorro mataria as minhas filhas, então tive que obedecer as exigências dele", lamentou.
Disse ainda ter passado por momentos difíceis, porque o agressor, enquanto a agredia fisicamente, ameaçava as crianças.
"São apenas crianças de 09 e 04 anos de idade que choravam muito ao assistirem as agressões que eu sofria, até ao momento elas encontram-se traumatizadas", lamentou a senhora.
No dia seguinte, no caso sexta -feira, 18 do mês corrente, a senhora apresentou queixa na Esquadra do Zango 4.
"Ele foi chamado, mas compareceu apenas na segunda-feira, dia 21, com dois advogados, mas o que me preocupa é que a qualquer momento ele pode fazer mal as minhas filhas ou a mim, não se duvida daquele senhor, ele anda com uma pistola, preciso de ajuda", clamou.
O pai da vítima, em conversa com este jornal, mostrou - se revoltado e diz que vai levar o caso até às últimas consequências.
"Já temos o número do processo a partir do Zango 4, que é o 7041/025/CRB. Não nos vamos intimidar com as declarações dos advogados porque as autoridades já estão a fazer o seu devido trabalho, e seguiremos o Processo até que a justiça seja feita", garantiu o pai da lesada.
Contactado por via telefónica, na tarde desta quarta-feira, 23, Bernardo Lunga, Advogado do acusado, desmentiu os factos narrados pela lesada e, de tom ameaçador, prometeu fazer uma queixa-crime contra o Jornal Na Mira do Crime caso prosseguisse com o caso do seu constituinte.
"Não devem em momento algum expor a imagem do meu constituinte, porque a Lei me confere faculdades para pôr cobro a esta situação e, no final se vão envergonhar por ser uma matéria cuja jovem anda em maus caminhos e em troca de favores sexuais, e para piorar a família dela não é urbana", classificou o advogado.
Quanto a agressão física, o advogado alega tratar-se de um caso de briga de casal, durante o qual o suposto pastor terá se defendido.
"Foi ela quem começou com a briga e o meu constituinte apenas respondeu por defesa, situações similares a Lei diz que o Juiz não pode aplicar pena nenhuma a ele", defendeu.








