Empresário maliano tenta adquirir visto (pela segunda vez) na embaixada norte - americana com documentos angolanos e acaba detido pelo SIC
O Serviço de Investigação Criminal (SIC), deteve no bairro do Mártires do Kifangondo, em Luanda, um cidadão de nacionalidade maliana, empresário, identificado naquele país oeste-africano como Sanogo Sinaly, de 33 anos de idade, por factos que configuram os crimes de falsa qualidade, falsificação de documentos, imigração ilegal, consubstanciado na obtenção ilícita de documentos angolanos.
Por: Alfredo dos Santos Talamaku
A acção do SIC foi desencadeada através da sua Direcção Nacional de Combate ao Crime Organizado, numa coordenação operativa com a Embaixada dos Estados Unidos da América em Angola que, mediante denúncia, procedeu a detenção do implicado em flagrante delito.
O cidadão foi detido quando pretendia, pela segunda vez, solicitar o visto de entrada para os Estados Unidos da América, com um Bilhete de Identidade e passaporte de nacionalidade angolana falsos.
Segundo o Porta-voz do SIC-Geral, Superintendente -chefe Manuel Halaiwa, o cidadão em causa foi identificado em território nacional com documentos pessoais passados em nome de Miguel Matias Dicko, com nova data de nascimento e com a naturalidade no município da Maianga, província de Luanda.
"Obteve de forma fraudulenta documentos, nomeadamente o Bilhete de Identidade e passaporte angolano com os quais tentou em primeira instância obter o visto de entrada para os Estados Unidos da América, não tendo sucesso, posteriormente voltou a solicitar o visto com documentos como cidadão maliano", informou.
O oficial de investigação criminal acrescentou que com os documentos forjados, o indivíduo constituiu uma empresa e várias contas bancárias em diversas bancos no país.
"Determinou -se que, para além das contas bancárias e empresas por ele criadas, como cidadão angolano, também fez a abertura de contas com a nacionalidade maliana e há fortes indícios de branqueamento de capitais pelo volume financeiro em suas contas bancárias", sublinhou.
Halaiwa avançou que o SIC continuará com as investigações para serem apuradas os meios usados para que o mesmo conseguisse os documentos angolanos.
"Vai ser desencadeada uma investigação paralela para se determinar a origem desses fundos" finalizou.








