Família exige justiça: Efectivos do SIC acusados de executar 1º Subchefe do DIIP com 14 tiros no Cazenga estão em liberdade
Oito efectivos do SIC-Cazenga e daBrigada de Informação Policiais (BINFOP), sendo o (CHEFE CAZENGA, CATULULÚ e o CHINHO) os supostos líderes, acusados de terem executado com 14 tiros no passado dia 29 de Novembro de 2024, o 1º Subchefe da Direcção de Investigação e Ilícitos Penais (DIIP), João Inácio Vaz Contreiras, de 42 anos de idade, foram colocados em liberdade, na última semana, por supostamente estarem em excesso de prisão preventiva.
Por: Cambundo Caholua
A família do malogrado recorreu ao Na Mira do Crime para mostrar a sua insatisfação pela demora na tramitação do processo, passados mais de oito meses desde que ocorreu o crime bárbaro.
"A documentação do meu marido bem como o telemóvel dele continuam apreendidos, estamos desiludidos com a forma como o caso está a ser conduzido, estamos a ser abandonados, esqueceram que ele tem família, que foi um homem que deu muito pelo DIIP, é complicado isso, abandonaram-nos completamente", desabafou a viúva, acrescentando que os assassinos do seu marido deixaram um grande vazio no seio de toda família do oficial da polícia, sendo que até agora os filhos perguntam pelo paradeiro do pai.
"Pedimos ao Conselho Superior da Magistratura Judicial, ao ministro do Interior, Manuel Homem, ao Comandante Geral da Polícia Nacional, Comissário-Geral, Francisco Monteiro Ribas da Silva, assim também como o Director Nacional da Direcção de Investigação de Ilícitos Penais, Comissário José Carlos Cunha da Piedade, que por sinal trabalhou directamente com o nosso irmão, que nos ajudem a fazer justiça", pediram.
João Inácio Vaz Contreiras, era morador do Distrito Urbano do Sequele, município de Cacuaco, e foi executado na madrugada do dia 29 de Novembro, por supostos efectivos do SIC, colocados na 17° esquadra do Cazenga (Esquadra do Antenov), quando visitava familiares naquela circunscrição.
Em declarações exclusivas ao jornal Na Mira do Crime, familiares da vítima contam que o crime ocorreu por volta das Zero horas daquele dia, na rua dos Comandos, quando, transportado pela viatura de marca Toyota, modelo Yaris, de cor branca, com a chapa de matrícula LD-11-41-HY, passou em casa dos seus pais, já falecidos, para visitar a sobrinha que aí reside.
Ao sair de casa, após caminhar alguns metros, quando se dirigia para sua viatura foi abordado por elementos do SIC (08), dois dos quais encapuzados, que horas antes estavam a consumir bebidas alcoólicas numa das roulottes aí existente.
Joana Contreiras, irmã do malogrado, explicou que após o efectivo ser confundido por bandido, os efectivos do SIC tentaram imobiliza-lo e, sendo altas horas da noite, e não estando identificados, a vítimas suspeitou dos mesmos e efectuou um disparo no ar para afugentá-los, pensando que fossem marginais.
“Depois do meu irmão tentar se defender, outros quatro efectivos que estavam do outro lado da estrada, atravessaram, e um deles começou a efectuar disparos em direcção ao meu irmão, tendo sido atingido primeiro na região das costas”, explicou a jovem.
Não satisfeito com o polícia já estendido no chão, o grupo de supostos agentes do SIC chegaram junto ao efectivo do DIIP e dispararam várias vezes no corpo do infeliz, causando morte imediata.








