“Os Marijuanas” e “Os BM” aterrorizam moradores do Calumbo: Polícia chamada a intervir com urgência
Moradores do bairro Kilambaneze, também conhecido como Maionese, mostram-se agastados com o elevado nível de criminalidade, agravado pela falta de iluminação pública, o que tem fomentado a prática de roubos de motorizadas, furtos de cabos eléctricos e outros bens. A situação está a causar contornos alarmantes no Zango 2, lado B, onde vivem mais de três mil habitantes, que pedem a intervenção imediata dos órgãos de polícia.
Por: Solange Figueira
De acordo com os residentes, desde o ano passado têm-se registado várias ocorrências de roubos de motorizadas, dois dos quais resultaram na morte dos condutores.
Os grupos de criminosos que mais perturbam os moradores daquela zona são conhecidos por “Os Marijuanas” e “Os BM”.
Abílio José, residente no bairro desde 2013, afirmou já ter presenciado inúmeros assaltos, tanto em via pública como em residências, referindo que o bairro é muito perigoso.
“Não temos esquadra policial própria e dependemos da Esquadra 47, que demora até seis horas a atender as ocorrências, precisamos de patrulhamentos policiais na zona B, por isso os marginais fazem o que bem entendem connosco”, denunciou.
O morador acrescentou que, recentemente, uma residência foi assaltada e os criminosos levaram cabos de energia de um poste.
“Depois das 19 horas não conseguimos entrar no bairro, porque os moto-taxistas, com receio de serem assaltados, evitam circular nesta área”, o que inquieta os moradores.
Hélder da Costa, também residente, recordou que há várias fábricas instaladas no bairro, e os seus trabalhadores têm sido vítimas de assaltos, principalmente quando recebem os salários.
Os moradores recordam ainda que, em anos anteriores, o bairro foi palco de rixas e confrontos entre gangues, que culminaram com a morte de um jovem identificado como Rufino, actualmente, os delinquentes estão mais focados em atacar moto-taxistas, passageiros e residências.
Os roubos de motorizadas são constantes e, segundo a população, muitos dos assaltantes nem sequer vivem no bairro, saem de outras zonas para cometer crimes.
Miguel Ângelo, coordenador da comissão de moradores, apelou à presença urgente da Polícia, segundo ele, há seis zonas que dividem o bairro, vigiadas apenas por eles mesmos, mas é insuficiente.
“A Polícia precisa manter-se próxima da população para garantir segurança e ordem pública”, concluiu.








