Advogado do cidadão Augusto da Silva acusado de matar a esposa com tiro na cabeça diz não haver provas contra o seu constituinte, menor de 15 anos presente no local dos acontecimentos contraria o causídico
Ervedoso Tchiangalala, advogado de Augusto Domingos Pilartes da Silva, de 47 anos de idade, acusado de ter morto a sua segunda esposa, Joaquina Malesso Chihoca Hangalo, de 23 anos de idade, no domingo (24) do mês em curso, com tiro na cabeça, por questões passionais, defende a Inocência do seu cliente, e exige que se aguarde os resultados da perícia no local.
Por: Laurentino Tchatuvela (Huíla)
Um dos irmãos do acusado, que falou ao Na Mira do Crime ao telemóvel e que não aceitou ser identificado, afirmou que não corresponde com a verdade a informação de que o cidadão em causa, no caso o seu irmão, teria alvejado mortalmente a sua parceira com a referida arma de fogo.
Contactada pelo Na Mira do Crime, a família da vítima, preferiu que falasse a adolescente Fátima Kauvi Dungula, de 15 anos de idade, que presenciou desde o início o conflito entre o casal, que culminou com à morte da sua irmã.
A adolescente, em exclusivo ao Na Mira do Crime, contrariou as palavras do advogado, explicando que as discussões começaram no sábado (23).
Segundo ela, a vítima foi agredida várias vezes pelo acusado, chegando a ficar com o rosto inchado.
Ainda de acordo com a testemunha, o casal passou toda a noite de sábado até domingo em constantes discussões.
Na tarde de domingo, explicou a menor, o acusado, ao sair da sua viatura, entrou em casa e efectuou dois disparos contra a nuca da vítima, que caiu de imediato e morreu no local.
A família da vítima defende uma investigação mais aprofundada por parte dos efectivos do SIC, afirmando que, “sem confusão, queremos que a família da outra parte assuma o óbito, sob pena desta situação culminar em consequências menos boas”, avisaram.
“Como é possível alguém que não domina o manuseio de uma pistola efectuar disparos contra si própria, conforme relatos do outro lado? Além disso, como é possível que uma pessoa que não seja efectivo das Forças Armadas Angolanas (FAA) ou do Ministério do Interior esteja na posse de uma arma de fogo?”, questionam familiares.
O porta-voz do Serviço de Investigação Criminal (SIC) na Huíla, inspector Segunda Quitumba, confirmou a este jornal a detenção do cidadão em causa, ocorrida às 14horas de domingo, suspeito de ter morto a sua esposa.
Quitumba avançou que os departamentos Criminalística e Medicina Legal estão a trabalhar no sentido de obter provas ou elementos suficientes que possam comprovar se, de facto, este cidadão foi o autor da morte da sua companheira.
O porta-voz acrescentou que decorrem diligências investigativas com base em provas materiais e testemunhais.
Questionado sobre a origem da arma de fogo utilizada, uma vez que o acusado não pertence às Forças Armadas Angolanas (FAA) nem ao Ministério do Interior, Quitumba afirmou que o SIC está a trabalhar para esclarecer esta situação.
Por fim, garantiu que nesta sexta-feira (29) o SIC irá pronunciar-se com mais precisão sobre o caso.








