Amarrado, torturado e jogado morto numa vala: Familiares do jovem levado da empresa "SUGE" e assassinado por supostos efectivos do SIC lamentam o "abandalho" em que o caso foi remetido
Familiares do jovem João Matias Soares, de 45 anos de idade, assassinado supostamente por efectivos do Serviço de Investigação Criminal, após ter sido levado da empresa Suge, continuam impacientemente a aguardar por um esclarecimento das autoridades, sobre a exumação do corpo do infeliz, que foi encontrado amarrado, com sinais de espancamento, na vala do Kikuxi, em Viana, quando dias antes havia sido retirado da empresa "WANG 2" afecto ao grupo "SUGE" por supostos efectivos do Serviço de Investigação Criminal (SIC), identificados apenas por chefe Kalunga e Lucas, por alegadamente ter forjado facturas de mercadorias.
Por: Augusto dos Santos
A irmã do malogrado, identificada apenas por Ermelinda, desabafou ao Na Mira do Crime que tudo estava bem encaminhado, visto que os especialistas do SIC e do Ministério da Saúde, acompanhados com membros da família, deslocaram-se até ao cemitério do Benfica, onde, provavelmente, foi enterrada a vítima.
A irmã conta que quando os especialistas começaram a realizar as primeiras exumações, foram escavados três buracos, na qual foram encontrados cada um desses espaços dois corpos, totalizando seis.
"Quando chegamos ao cemitério do Benfica com os especialistas, eles começaram a cavar e retiraram seis corpos nos três buracos, mas já não prosseguiram, alegando que já não havia condições dado ao mau cheiro e os meios de trabalho que não eram apropriados", assinalou.
Acrescentou, a nossa entrevistada, que os especialistas haviam assegurado à família na altura que iriam solicitar o Ministério da Saúde para investir em mais meios e em duas semanas regressariam ao local para prosseguirem com o trabalho.
"Já se passaram quase cinco meses desde que se fomos ao cemitério, até a este momento não nos dizem quando vamos voltar lá. Estamos muito tristes, só queremos enterrar o nosso irmão com dignidade, só isso", lamentou.
Triste e em lágrimas, Ermelinda denunciou que os cúmplices do irmão, nomeadamente o Emanuel, que na altura dos factos trabalhava na WANG 2, quando o infeliz foi flagrado, já regressou no bairro e está a circular normalmente; bem como o seu irmão, Reis, este último que mantinha uma conversa por mensagem com a vítima.
Por outro lado, revelou que o telefone na qual continua algumas provas foi extraviado pelas autoridades, ou seja, perdeu, segundo informações avançada à família pelas autoridades de Investigação.
"O Reis está a circular à vontade, o seu irmão Emanuel também, já informamos ao SIC eles dizem que estão a concluir com as investigações", disse.
Quanto aos cidadãos chineses, responsáveis da empresa WANG 2, afecto ao grupo SUGE, onde foi espancado a vítima, também não foram responsabilizados e continuam impunes.
Ermelinda reforçou que quando a família questionou o SIC Luanda sobre os responsáveis da empresa, a resposta, segundo ela, foi a mesma de que as investigações prosseguem.
"Dizem apenas que estão a investigar, também nos disseram que enquanto não se fazer a exumação do corpo do meu irmão nada poderá ser provado contra os chineses", ressaltou.
Importa realçar que corre no SIC-Luanda um processo com o nº 4º178-025, na qual a família aguarda o desfecho do mesmo.
O Na Mira do Crime contactou o Porta-voz do Serviço de Investigação Criminal (SIC) em Luanda, Superintendente-chefe, Fernando Carvalho, que garantiu pronunciar-se nos próximos dias.








