Esquecido? Familiares do polícia queimado dentro da esquadra no Kilamba exigem explicações sobre as causas do incidente
Passado um mês, a morte por queimadura, no Hospital de Especialidades Neves Bendinha, de um agente de 3.ª classe da Polícia Nacional de Angola, identificado por António da Costa Lopes, de 36 anos de idade, colocado numa esquadra móvel da zona do Bita, bairro Santo António, município do Kilamba, continua a ser um mistério. Os familiares, inconformados, buscam respostas sobre a causa do incidente junto das autoridades; o que não está fácil.
Por: Kihunga Bessa
Segundo o pai da vítima, Sires Luís Lopes, de 52 anos de idade, o incidente ocorreu por volta das três horas da madrugada do dia 23 de Agosto do ano em curso. Às cinco horas, depois de ser informado sobre a ocorrência, dirigiu-se ao local. “Posto lá, encontrei que o contentor já havia sido removido. Questionei a comandante Gisela Tavares sobre a origem do fogo, mas ela não conseguiu explicar o que realmente aconteceu”, relatou.
Acrescentou que, após a realização do funeral do seu filho, no dia 7 do mês em curso, dirigiu-se ao piquete do SIC no Comando Provincial da Polícia em Luanda, sala 16, onde foi aberto o processo n.º 381/2025 OC.
Desesperado, informou o progenitor que, na semana passada, contactou telefonicamente a comandante da referida esquadra com o intuito de saber se houve detenções de eventuais envolvidos no caso. Alegou que, em resposta, foi simplesmente orientado em tom alto e arrogante que se dirigisse ao SIC.
“Não hesitei e dirigi-me até ao local onde havia aberto o processo, mas fui informado que não existia nenhum processo com esse número. Achei estranho e um desrespeito, sabendo que foi justamente lá onde o havia aberto. Preferi abandonar o local”, lamentou, visivelmente abalado com a situação. Entretanto, a família exige esclarecimentos por parte das autoridades sobre a origem do fogo que vitimou o agente.
Este jornal contactou o porta-voz do SIC-Luanda, Superintendente-Chefe, Fernando Carvalho, para saber mais sobre a situação. Este informou que o número do processo a que a família faz referência é apenas um registo da remoção do cadáver.
"Já um relatório dos bombeiros alega ter acontecido um curto circuito no interior da esquadra, que culminou nas queimadura do infeliz" esclareceu








