Quaresma - Jogador do Petro de Luanda acusado de abusar sexualmente e engravidar menor de 13 Anos no Sequele
O jovem acusado de abusar sexualmente e engravidar uma menor de 13 anos, entre os meses de junho e Agosto, município do Sequele, chama-se Osvaldo Quaresma, de 20 anos de idade, jogador do Atlético Petróleo de Luanda. Familiares da vítima não têm mãos a medir, pois sentem-se abandonados num caso em que dizem que passaram de vítimas para acusados
Por: Solange Fogueira
Familiares contam que tudo aconteceu nos meses de Junho e Agosto. O acusado mora na centralidade do Sequele e é vizinho de porta da vítima, que, por sua vez, é amiga da irmã daquele. A proximidade supostamente facilitou o entrosamento entre as duas famílias, ao ponto do acusado passar a trocar mensagens de amor, fazendo-se passar pela irmã dele.
Inês Pires, nome fictício da vítima, conta que foi abusada duas vezes pelo jovem, no final do mês de Junho e início do mês de Agosto deste ano.
“Estava a brincar com as crianças da casa do Osvaldo, a irmã dele é minha amiga; ele chamou todos e ficamos sozinhos. Tirou o meu calção e começou a violar-me. Não queria porque me doía muito; era algo que nunca tinha feito. Porém, ele ameaçou matar a minha família se eu não aceitasse”, relatou a vítima que, em estado de gravidez, se vê impossibilitada de continuar com os estudos, pelo menos por enquanto.
Ela fez saber que está triste com esta situação, pelo que pede que o atleta seja responsabilizado pelo que fez.
Segundo Maria Pires, mãe da vítima, a filha sofre de asma, nunca namorou com ninguém. Era costume a mesma ir brincar com a irmã do jovem Osvaldo; "e foi ele quem lhe tirou a sua virgindade", acusou.
“Tinha outros projectos para a minha filha, pois ela é muito inteligente e estudiosa. Com esta atitude, o jovem Osvaldo me espetou uma faca no peito, estou há um mês sem comer e sem dormir”, afirmou, referindo que deu conta do caso, porque ele mandou um jardineiro bater na janela.
Quando abriu a porta, reparou que a Inês estava com ele debaixo do prédio, mandou-lhe entrar. Seguidamente, investigou o telemóvel dela e encontrei mensagens de amor, supostamente enviadas pela sua amiga, informação que a mãe não acreditou, tendo, por isso, ido à polícia apresentar queixa. Foi aí que ela revelou que o Osvaldo a violentou duas vezes.
“Desmaiei com a notícia, e só despertei no hospital. Quando recuperei, eu e o meu esposo fomos ao Comando da Polícia do Sequele, mas a procuradora parecia estar a favor do incriminado”, verificaram, dando conta que, apesar da aflição e das informações prestadas pelos progenitores da vítima, estes foram ameaçados pela procuradora que os acusou de estarem a incorrer no crime de calúnia e difamação.
O jovem ficou detido por dois dias. Os pais da rapariga dizem que ficaram afligidos quando viram a sua filha a ser chamada para assinar um documento que ninguém sabia o que nele estava escrito.
“Ela é uma menina de 13 anos, e como é que assina documentos sozinha? Chorei, supliquei, arrastei-me aos pés da procuradora para que esperasse pelos exames médicos finais. Mesmo assim, puseram o jovem em liberdade. Alguém que violou e engravidou uma menor não paga pelo seu crime? Peço socorro à sociedade, estamos a ser injustiçados, não sabemos o que fazer”, lamentou.
António Pires, irmão mais velho da vítima, disse que depois da denúncia, a família tem sofrido ameaças de morte por parte do acusado que, no domingo passado, chamou os amigos e agrediu um dos irmãos da vítima.
“No dia 22 deste mês, quando fizemos a participação à polícia e a procuradora da esquadra do Sequele, também nos intimidaram. Estamos a sofrer uma pressão muito grande; ele acabou com a infância da minha irmã; mesmo assim está a ser acudido pela polícia. Estamos desamparados, clamamos por justiça”, apelou.
A nossa equipa de reportagem entrou em contacto com os familiares do acusado. Uma das tias do mesmo, não identificada, atendeu o telefonema, mas quando a jornalista se identificou, desligou o telemóvel por três ocasiões, sem dizer uma palavra sequer.
Ligou também para o acusado Osvaldo Quaresma. Este atendeu o telemóvel, ouviu apenas as perguntas da jornalista, ficou em silêncio por cinco minutos e, de seguida, desligou o telemóvel. De lá para cá, deixou de atender as chamadas.
Enquanto isso, o Comando da Polícia do Sequele garantiu a este jornal que o caso está a ser tratado no Ministério Público.









