Morreu na casa da suposta amante “Rosária Amões”: esposa incrédula exige esclarecimentos às autoridades sobre remoção do corpo sem alegada perícia
Passado mais de um mês desde a morte do cidadão nacional António Chikenje, de 38 anos de idade, residente no município do Sequele, província de Icolo e Bengo, a sua esposa legítima exige das autoridades um esclarecimento sobre as reais causas do óbito, ocorrido na madrugada do dia 2 de Agosto do ano em curso, no interior da residência de uma alegada amante, localizada no condomínio Sun Set, no distrito urbano dos Ramiros.
Por: Kihunga Bessa
Em declarações exclusivas ao Na Mira do Crime, a viúva, Vissolela Chikenje, de 36 anos, contou que estava casada há seis anos com António e que, nos últimos tempos, o marido mantinha uma relação extraconjugal com Rosária Amões, supostamente filha do empresário Valentim Amões. Segundo ela, a relação entre os dois já durava cerca de um ano e seis meses.
“O incidente ocorreu naquela madrugada. Por volta das três horas da manhã, uma das filhas da suposta amante ligou para a irmã do meu esposo para informar sobre o ocorrido”, revelou Vissolela.
Corpo removido sem perícia?
Wilian Alberto, irmão da vítima, ouvido por este jornal, relatou que, ao ser informado do caso, dirigiu-se de imediato ao local. Chegou por volta das 4h30 e encontrou agentes do Serviço de Investigação Criminal (SIC) prontos para remover o cadáver.
“Assim que cheguei, observei o corpo. Não tinha hematomas visíveis, apenas sal nas pernas, que, segundo a senhora Rosária, havia sido usado numa tentativa de reanimá-lo. Em seguida, o corpo foi levado para a morgue central”, afirmou Wilian.
Segundo ele, dias depois, acompanhou a autópsia que determinou como causa da morte um enfarte agudo do miocárdio. No entanto, a esposa contesta o resultado e afirma que não pôde sequer ver o corpo do marido, nem acompanhar o seu funeral, por motivos internos que preferiu não detalhar.
Enterro sem boletim de óbito?
Vissolela questiona a rapidez com que o corpo foi removido e enterrado, alegando falta de transparência e negligência por parte das autoridades competentes.
“Se realmente ele morreu de forma natural, por que removeram o cadáver tão rapidamente sem qualquer perícia? E por que razão foi enterrado apenas com o certificado de óbito, sem o boletim?”, questiona a viúva, visivelmente desconfortável com a forma como todo o processo foi conduzido.
Explicou ainda que, após o funeral, procurou em várias instituições, incluindo no próprio cemitério, uma cópia do boletim de óbito, mas foi-lhe informado que não existia tal documento, apenas o certificado de óbito.
O Na Mira do Crime contactou por via telefónica a acusada para ouvir o contraditório sobre as acusações que pesam sobre si. Esta informou por via de mensagem que não pode prestar qualquer declaração a respeito, por se tratar de um caso que está sob segredo de justiça.
"Recebi a sua mensagem com preocupação, mas não posso falar sobre o assunto, porque o processo está em segredo de justiça qualquer informação queria contactar o SIC do Benfica", escreveu.
Este jornal contactou o Porta-voz do SIC-Geral, Superintendente-chefe, Manuel Halaiwa, que prometeu dar mais detalhes sobre o caso.








