Com cicatrizes profundas no rosto – Cidadã nacional acusa ex-marido da Guiné Conacry de fuga à paternidade e de a violentar durante 05 anos de casado
Uma cidadã de nacionalidade angolana, Eliana Carlos, de 29 anos de idade, acusa o seu ex-marido, Talismã Sidibe, da Guiné Conacry, de 33 anos de idade, de a ter agredido várias vezes, ao ponto de lhe causar duas cicatrizes profundas no rosto. Mais do que isso, diz a nossa entrevistada, o acusado, a viver com outra mulher, também angolana, há 04 anos, não cuida das duas filhas de 10 e 07 anos, da primeira relação.
Por: Solange Figueira
Eliane disse que teve a primeira filha em 2015 e viveu com Talismã durante 4 anos. No princípio da relação, estava tudo bem: o amor e a dedicação à família falavam mais alto. Porém, depois de dois anos vivendo juntos, começaram a surgir agressões motivadas por cenários incompreensíveis, que resultaram em dois ferimentos graves no rosto, o que afectou a sua auto-estima.
“O nosso relacionamento sempre foi conturbado; vivi três anos apanhando surra, e ele me proibia de visitar a minha família; em 8 anos de separação, ele só pagou a escola durante dois anos”, revelou, acrescentando que a separação se consumou e o acusado não custeia as despesas das filhas deixando-as fora do sistema de ensino, alegando não estar a trabalhar.
Muito recentemente, explicou, esteve internada com a primeira filha, Aicha. Ligou para ele (ex-marido) de um número estranho, mas quando ouviu a voz da ex-mulher, desligou o telefone.
“Mesmo quando as filhas ligam, ele desliga. Não tem amor pelas filhas, não quer saber delas. Fiz várias vezes participações à polícia, mas não resultou em nada, porque tinha amigos do SIC, a quem dava algum dinheiro”, acusa, associando tal atitude a um amigo do SIC, apenas conhecido por Betangó, já falecido.
A actual esposa de Talismã, diz a nossa entrevistada, é suposta funcionária do Serviço de Investigação Criminal.
A jovem diz que levou o pai das suas filhas à tribunal, onde decidiu-se que ele devia dar 45 mil, por mês, para ajuda das duas filhas, mas o acusado terá certificado que não trabalhava, apesar de ostentar colares e pulseiras de ouro.
"Fomos a tribunal em Dezembro de 2024, e a sentença foi proferida no dia 01 de Abril de 2025, onde ele foi orientado a dar uma quantia mensal de 30 mil kwanzas, mas, de lá para cá pagou apenas em Março, Agosto quando contactei o Na Mira do Crime e agora dia 09 de Outubro quando a jornalista do Na Mira do Crime voltou a contactá-lo", explicou.
Porém, diz a nossa entrevistada, as filhas estão fora do sistema de ensino, o ano em curso por falta de dinheiro para matricular as menores, situação que é do conhecimento do pai das crianças.
"Ele pagou o ano lectivo completo de 2022 para 2023 e não mais voltou a dar qualquer coisa para a escola desde aquela data não voltou a dar qualquer sustento, até irmos ao tribunal", lamentou.
A nossa equipe de reportagem falou com o acusado. Este nega as acusações e diz estar a sentir-se aterrorizado, pois a ex-esposa inventa cenários só reforçar a raiva que carrega. “Só falta à Eliana comprar uma arma e me dar um tiro na cabeça. Tudo que ela fala é mentira. Não estou a trabalhar mesmo”, defendeu-se, argumentando que, ainda assim, só está há 3 meses sem dar o dinheiro, porque quem o sustenta é a actual esposa.
“Quando ela me deixou, chorei muito, pedi-a em casamento e ela não aceitou. De lá para cá, ela faz de tudo para me prejudicar. Nunca fui pegar as meninas porque, quando eu ligo, ela me responde mal. Tenho medo que ela invente algo grave”, disse.








