"5-Letra": Membro do grupo HDA denuncia perseguição por elementos desconhecidos, está a ser "caçado" de madrugada
Jonilson Manuel Cristóvão, mais conhecido por "5-Letras", diz ser membro do grupo HDA, e denuncia que está a ser perseguido por elementos que se apresentam como supostos efectivos do Serviço de Investigação Criminal, e alega que, apesar de ser detido recentemente (Setembro), pela prática do crime de burla e posto em liberdade depois de ser ouvido por um magistrado do Ministério Público junto do SIC-Luanda, com obrigação de se apresentar quinzenalmente no Departamento do Crime Organizado, continua a ser "caçado" por elementos desconhecidos.
Por: Augusto dos Santos
De acordo com o denunciante, em Setembro deste ano, foi detido, isto no SIC Luanda, pelo facto de mediar a liberdade de um cidadão, esposo de uma cidadã identificada como Zila, em troca de 2 milhões e 200 mil kwanzas, que alegadamente foram entregues a um juiz para soltura do senhor, mas não aconteceu.
Recebido o dinheiro, não cumprida a promessa, o cidadão foi detido e ficou cerca de seis dias nas instalações do SIC-Luanda, onde, explicou, depois de ser ouvido por um magistrado, foi posto em liberdade, sob Termo de Identidade e Residência (TIR).
"A cidadã, insatisfeita com o desfecho do caso do esposo, quando me viu em liberdade, voltou a recorrer ao SIC-Luanda, no Departamento das Operações e fez outra queixa-crime contra a minha pessoa, do mesmo caso", explicou.
Conta que, desde àquela data ele e a sua família têm sido perseguidos, e todos os dias, na madrugada, aparecem elementos armados na sua residência.
"Quase todos os dias eles chegam até a minha casa bater a porta fora de horas, nunca deixaram uma notificação, nem sequer mostraram um mandado de detenção", revelou
Ressaltou que, na madrugada desta quarta-feira, 15, por volta das 4 horas, quando estavam em sua residência apenas a esposa e os filhos, apareceram na sua residência três elementos armados, todos vestidos de preto, grandes, um vestido com colete do SIC, e efectuaram revista sem se identificarem ou mostrar um mandado.
Falando ao Na Mira do Crime, a esposa do visado, Elisa, explicou que viveu momentos arrepiantes, visto que, uma vez dentro da sua residência, e mesmo com a ausência do marido, elementos perguntaram pelo seu companheiro e reforçaram que o mesmo está a dar muito trabalho.
"O teu marido está a dar muito trabalho, vamos lhe matar aqui dentro do Zango, ele sabe onde se meteu", denunciou senhora.
A senhora, disse que ainda questionou aos elementos desconhecidos a que unidade pertenciam, parceira questionado de que unidade pertenciam, mas estes remeteram-se ao silêncio.
Acrescentou que, na manhã do mesmo dia, foi até a esquadra da polícia do Zango 4 e Zango 8 mil, para saber se o esposo tinha algum processo a decorrer, e lhe foi dito que não.
Cinco Letras, explicou que recentemente falou com uma alta patente do SIC no Icolo e Bengo e em Luanda, para saber se há algum processo ou mandado contra si, mas estes terão alegado que não.
"Eles têm aparecido na minha residência com uma viatura HZ de cor branca, bem como uma carrinha Toyota Hilux. Temo pela minha vida, estou em parte incerta, os meus filhos correm o risco de não estudar, peço ajuda às autoridades", implorou.
SIC pede que queixa seja feita de forma presente
Contactado por este jornal, o Porta-voz do SIC-Geral, Superintendente-Chefe, Manuel Halaiwa, orientou que o queixoso se desloque ao Serviço de Investigação Criminal em Luanda, para prestar a queixa de forma presencial e formal.








