Na Lunda Norte: Efectivos da Polícia acusados de proteger quadrilha de cidadãos estrangeiros (traficantes de diamantes) em troca de dinheiro
Efectivo da Polícia Nacional devidamente identificados Pelo Na Mira do Crime afecto à esquadra do Muxinda, na província da Lunda Norte, está a ser acusado de proteger uma quadrilha de cidadãos estrangeiros de nacionalidade guineense (Conacri), devidamente identificados, supostos traficantes de diamantes, em troca de dinheiro, com a anuência de responsáveis do comando municipal de Capenda Camulemba.
Por: Kihunga Bessa
De acordo com informações em posse deste jornal, provenientes de fonte local, os cidadãos estrangeiros deslocam-se àquele território de Angola, onde abrem os seus estabelecimentos comerciais, fazendo-se passar por empreendedores para enganar as autoridades.
"Quando eles chegam cá, abrem as suas cantinas e depois montam as suas equipas para a exploração de diamantes, e são potenciais compradores de diamantes explorados de forma ilegal", denunciaram.
Apontou os estrangeiros identificados por Karfala Kaba, Kaba Mouctar, Mohammed Djan Kaba, Youssuf, só para citar estes, que supostamente oferecem valores monetários a comandantes de esquadras, dinheiro que rondam entre os quinhentos mil e um milhão de kwanzas, sempre que necessário, em troca de protecção.
Sublinhou que recentemente o Comandante-Geral da Polícia Nacional, Francisco Ribeiro da Silva foi à Lunda Norte e orientou a realização de uma operação que visa combater a imigração ilegal e crimes conexos.
Esta situação obrigou os efectivos a alertarem os visados para deixarem o território até que se faça a referida operação.
Segundo a nossa fonte, esta prática tem sido recorrente: sempre que há operação, são advertidos a abandonarem as zonas mineiras, sob pena de serem detidos.
O Na Mira do Crime contactou via telefónica o Comandante Municipal de Capenda Camulemba, Intendente Baptista M. Chinguinheca, para aferir a veracidade das acusações. Este, sem rodeios, informou serem informações falsas.
"Estas informações são falsas, de pessoas de má-fé. Nós não estamos aqui para proteger estrangeiros, muito menos termos comportamentos reprováveis a todos os níveis. Se calhar são pessoas insatisfeitas, porque notámos que muitos estrangeiros estão a usar autocarros das companhias para atingir Luanda, e nós apertámos o cerco", concluiu.








