Caso morte na Vida Pacífica: Investigação sobre a morte do jovem angolano saído recentemente da Rússia aponta para possível suicídio
O caso sobre o jovem Pio Euletério Kilombo Aida, de 25 anos de idade, jovem angolano estudante na Federação Russa, no curso de Medicina, morador do Projecto Nova Vida, que morreu no princípio da noite de quarta-feira, 15, no município do Calumbo, província de Icolo e Bengo, centralidade Vida Pacífica, depois de cair de um edifício, tomou hoje, sábado, 18, novos contornos.
Por: Ngunza Chipenda
Depois de várias ideias, conclusões e teorias, na manhã deste sábado, 18, uma equipa do jornal Na Mira do Crime deslocou - se ao edifício número 1 do bloco 14 da referida centralidade, em companhia do zelador do prédio e um familiar da vítima e, no terraço do edifício em questão, fomos surpreendidos com os haveres do malogrado abandonados no local.
No espaço, encontramos uma mochila supostamente do malogrado contendo vários documentos como: passaportes, cartões de estudantes, documentos escolares, bolachas que provavelmente trouxe da Rússia) devido às escritas no pacote), um telemóvel analógico, um computador com a parte do visor quebrado (partido em dois), e uma garrafa de Gin a meio, o que levanta suspeitas que o jovem terá supostamente consumido bebida alcoólica antes de supostamente se jogar do prédio.
Em conversa com o responsável do prédio, disse que, depois de várias horas a analisar o vídeo vigilância do dia do incidente, descobriram que o jovem não entrou com o grupo de jovens que carregava mobílias para o apartamento de um cidadão estrangeiro, mas, sim, entrou por volta das 12horas, aproveitando o horário que os jovens estudantes do prédio saíam da escola e entravam para o edifício.
Foi exactamente neste momento que o Pio Euletério entrou no prédio, e uma vez que o elevador estava em manutenção, terá subido até ao topo do edifício, passando pelas escadas e encontrou uma brecha no terraço, porque a porta estava aberta.
No terraço, o jovem terá tido tempo suficiente para pensar a sua vida. Foram mais de cinco horas naquele local.
Um dado saltou à vista da nossa investigação. Durante a subida até ao topo, nas escadas, deparamo-nos com duas janelas quebradas ( no andar seis e nove), o que, de certa forma, facilitaria que qualquer um se jogasse daquele espaço. Esta hipótese vem à tona, visto que, se o mesmo tivesse se jogado do topo do edifício, teria o corpo muito maltratado. Ou seja, se a queda fosse de uma altura superior a 14 andares, o infeliz não teria apenas fractura numa das pernas e a região da nuca quebrada.
Estes novos dados, levantam a hipótese de um possível suicídio, mas, autoridades não descartam outras situações, devido a forma como o corpo foi encontrado ao solo, a alguns centímetros fora de um local normal de queda (um pouco afastado da parede).
O Na Mira do Crime sabe qud diligências seguem com vista a descobrir as reais causas da morte do jovem, que chegou em solo pátrio na tarde do dia 10 de Outubro do ano em cursol, e cinco dias depois perdeu a vida de forma prematura.
Vale recordar que o malogrado tinha familiares na referida centralidade, porém, distante da zona onde ocorreu o incidente.
Em conversa mantida com a irmã do malogrado, Maria Pia, um dia depois do ocorrido, a senhora explicou que o irmão mostrava sinais de depressão.
Enquanto isto, o óbito segue no projecto Nova Vida, e a família aguarda pelo resultado da autópsia.
No entanto, minutos antes desta matéria ir ao ar, um dos irmãos do malogrado, apenas identificado como "Celina", exigia que todas as matérias do sucedido publicadas pelo Na Mira do Crime fossem apagadas do Jornal, porque, diz o mesmo, o caso é familiar e por isso o jornal não tem autorização para divulgar qualquer conteúdo relacionado, embora agradece e reconhece que só tomaram conhecimento do caso, através da publicação do Na Mira do Crime.
Recordem-se caros leitores, este jornal está comprometido com a verdade, e não cede a chantagem ou ameaças de quem quer que seja. Aliás, antes de abraçarmos a profissão, tínhamos plena certeza dos riscos que a mesma acarreta, por isso, gravada que foi toda uma conversa, o Na Mira do Crime sente-se na liberdade de intentar qualquer acção judicial contra o referido cidadão.
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