Empresária chinesa acusada de furtar-se a pagar mais de 1 milhão e 500 mil kwanzas a um cidadão nacional por serviço prestado ao seu colégio denominado "Internacional Nexos de Angola", asiática diz que angolano pode se queixar onde quiser
Uma empresária chinesa de 45 anos de idade, identificada por Xiu Ding "Emília", está a ser acusada de negar-se a pagar uma dívida de um milhão e 500 mil kwanzas, a um cidadão nacional que atende pelo nome Francisco Gaspar, de 35 anos de idade, após a mesma ter o contratado no sentido deste auxiliar a tratar documentos para a legalização do seu colégio denominado "Internacional Nexos de Angola", situado no município do Sequele.
Por: Cambundo Caholua
Gaspar, explicou ao Na Mira do Crime que tudo começou em Junho do ano em curso, quando a empresária contratou-o, através do seu assistente, para se encarregar em fazer trabalho de consultoria para montar o acervo documental do colégio em referência, diante do Ministério da Educação, visto que a instituição está na sua fase final de construção.
Dentre o conjunto de documentos que o lesado ajudou a tratar, disse, constam divisão de actividade por faixa etária, plano de actividade diário, tabela de preço, plano de estudo do 1º ciclo, cardápio semanal, bem como fez a criação do uniforme para os alunos e outros.
A princípio, conta, quando lhe foi proposto o desafio havia cobrado um total de 3 milhões de Kwanzas, entretanto, após a empresária ter pedido desconto, o preço baixou para 2 milhões.
Sendo assim, disse, foi-lhe adiantado 25 por cento do pagamento, um total de 500 mil kwanzas. Passados cerca de quatro meses, Gaspar vê cada vez mais longe o pagamento em falta da sua remuneração pelo serviço prestado.
"O colégio está quase a terminar, o nosso contrato foi que eu deveria tratar todos os documentos diante do Ministério da Educação, após ter concluído ela deveria pagar o dinheiro que falta, mas não honrou com isso", declarou.
Segundo o denunciante, a acusada nega-se a pagar e desafia o lesado a ir fazer queixa onde quiser.
Revelou ainda que a mesma empresária, mais conhecida por Emília, também se nega a pagar uma quantia de 400 mil kwanzas ao arquitecto que projectou o mesmo colégio.
Uma equipa de reportagem do Na Mira do Crime deslocou-se, na segunda-feira, 13, até às instalações da empresária Emília, a fim de ouvir a sua versão sobre as acusações que pesam sobre si.
Naquele instante não se encontrava no local, sendo assim, o chefe dos armazéns, identificado apenas por Jorge, garantiu que entrariam em contacto com a nossa equipa, mas passados quase uma semana não houve nenhum sinal da parte acusada.








