Mais de 100 efectivos do DIIP excluídos das promoções alegadamente por não fazerem parte do órgão pedem intervenção do ministro Manuel Homem
Mais de 100 efectivos do Departamento de investigação de ilícitos penais (DIIP), que frequentavam o curso no Instituto Superior “Osvaldo de Jesus Serra Van-Dúnem”, em Luanda, oriundos das províncias do Norte e Sul do país, foram excluídos das promoções, alegadamente por não fazerem parte do referido órgão do Ministério do Interior, e pedem a intervenção do ministro Manuel Homem.
Por: Laurentino Tchatuvela
Segundo denúncia apresentada ao Na Mira do Crime por efectivos da mesma corporação, após várias insistências junto das autoridades competentes, foi-lhes prometido que a situação seria resolvida, contudo, até ao momento, não obtiveram qualquer resposta.
“Pedimos a intervenção do ministro do Interior, Manuel da Conceição Homem, para que reveja esta questão que tanto nos preocupa, a formação teve início no dia 23 de setembro do ano passado e terminou a 28 de fevereiro deste ano. Até agora, não recebemos qualquer resposta, enquanto outros colegas que foram promovidos já estão a auferir os respectivos valores monetários”, disse um dos denunciantes.
Os efectivos garantem possuir documentação comprovativa, incluindo passes assinados pelo director José Carlos Cunha da Piedade, desde 2023.
De acordo com as mesmas fontes, nas províncias do Norte, nomeadamente Uíge, Malanje, Cuanza-Norte, Bengo e Zaire, foram excluídos mais de 40 efectivos, e cerca de 60 no Sul do país.
A situação, segundo os denunciantes, terá começado após a entrada em funções do actual comandante-geral da Polícia Nacional de Angola.
“Entendemos que, por detrás disto, deve haver uma mão invisível que está a prejudicar-nos, algo que queremos ver ultrapassado.”
Foram excluídos das promoções, após a conclusão do curso, os seguintes efectivos,
Agente de 2.ª Classe Pedro Manuel Sebastião (Bengo),
3.º Subchefe Alexandre Francisco Veloso (Cuanza-Norte),
Agente de 1.ª Classe Adilson João de Deus (Cuanza-Norte),
Agente de 2.ª Classe André Eduardo Afonso (Uíge),
Agente de 2.ª Classe Aguinaldo Paulo Panda (Uíge),
Agente de 2.ª Classe Angelina Lopes Mabelé (Uíge),
3.º Subchefe Armindo Custódio Carlito (Uíge),
3.º Subchefe David Afonso da Conceição José (Cuanza-Norte),
3.º Subchefe Arlindo Paz Mutepa (Cuanza-Norte),
2.º Subchefe Lucinda José Filipe Teixeira (Cuanza-Norte),
Agente de 1.ª Classe Luís Manuel Ganga (Cuanza-Norte),
3.º Subchefe Edgar Sebastião Gaspar (Cuanza-Norte),
Agente de 1.ª Classe Clevi Paulo Ngonga (Porto/Luanda),
Agente de 1.ª Classe Jacinto Chivela Leandro (Porto/Luanda),
3.ª Subchefe Madalena Teresa Gomes António Mandele (Malanje),
1.º Subchefe Eduardo dos Santos Domingos (Malanje),
Agente Romário Cardoso Luís (Malanje),
E Agente de 1.ª Classe Luís Manuel Ganga Francisco (Cambambe).
O Na Mira do Crime contactou o porta-voz geral do DIIP, Quinto Ferreira, que preferiu não comentar sobre o assunto.








