Disse que foi assaltado em sua residência - Cidadão da Guiné Konacry acusado de burlar mais de 300 mil dólares de seus conterrâneos
Um cidadão de 48 anos de idade natural da Guiné Konacry, de nome Mohamed Bah, residente em Angola, está a ser acusado de burlar 313.450.00 (trezentos e treze mil, quatrocentos e cinquenta dólares norte -americanos). Ele disse que foi assaltado, mas seus compatriotas negam esta versão, advogando que o acesso à residência do mesmo é de alta segurança
Por: Cambimbe Osório
Segundo os denunciantes, um grupo de comerciantes expatriados residentes em Angola há quase 20 anos, reuniram o valor em questão e fizeram chegar a Mohamed Bah que, por sua vez, deveria comprar mercadorias fora do país, para os comerciantes, como já acontecia algumas vezes.
Após fazerem a entrega do respectivo valor monetário, no dia 1 de Outubro, receberam, com espanto, a informação por parte de Mohamed Bah, segundo a qual a sua casa foi assaltada e levaram todo o dinheiro que tinha sido juntado. Indignados, foram ao terreno e aferiram que a casa de Bah é num prédio, onde, para os ladrões entrarem, precisavam de um cartão magnético.
"Como é possível entrarem, lhe amarrarem, levarem apenas o dinheiro sem mexerem na mulher e nenhum bem como telefones e o resto?", questionaram.
Pior ainda, quando lhe foi proposta a ideia de irem apresentar queixa ao SIC/Luanda, Bah não aceitou, e preferiu ir à 5ª esquadra, onde supostamente abriu uma participação.
"Abrimos uma queixa-crime contra o acusado e foi detido na passada quinta-feira, 13, no SIC/Luanda. Até ao momento, os denunciantes estão inquietos pois alegam que receberam informações de fonte fidedigna que o tribunal exigiu o pagamento de uma caução de 16 milhões Kwanzas, pelo que; sairá a qualquer momento, apesar dos lesados ainda não terem sido ouvidos.
"Sabemos que ele pretende deixar o país", anunciaram, clamando por intervenção das autoridades pois, de princípio, o acusado aceitou fazer a devolução, começando por vender a casa na Guiné a 200 mil dólares. Enviou cerca de 150 mil para Angola na perspectiva de quitar parte da dívida.
Entretanto, depois do dinheiro chegar, mudou de ideia e começou a dar voltas. "Somos comerciantes, gastamos tudo que tínhamos neste negócio, já não temos onde tirar dinheiro, estamos a confiar na justiça angolana no sentido de evitar a fuga dele", rogaram.
A nossa equipa de reportagem deslocou-se até ao Juiz de garantias a fim de aferir a situação. Na secretária, onde foi atendida por um senhor identificado apenas por Jorge, foi informada que o processo encontra-se em fase de instrução e em segredo de justiça e nada mais podiam adiantar.








