Está em fuga- Cidadão de 23 anos abusa sexualmente um rapaz de 13 anos de idade no Sambizanga, polícia 'banalizou' o caso
Um cidadão nacional apenas identificado por "Jaimito", de 23 anos de idade, residente no bairro da Madeira, rua do Viaduto do prédio do livro, município do Sambizanga, em fuga, está a ser acusado de abusar sexualmente um menor de 13 anos de idade, na sexta-feira, 21.
Por: Alfredo dos Santos Talamaku
Ao contar os factos ao Na Mira do Crime, Cipriano Chitunga, pai da vítima, disse que por falta de uma casa de banho em casa, o menor se dirigiu a zona do viaduto do prédio do livro, num local baldio onde a maioria dos moradores recorrem para fazerem às suas necessidades biológicas.
Em exclusivo ao Na Mira do Crime, o menino explicou que o suspeito, por sinal, vizinho dos seus pais, pegou-lhe nas mãos e o arrastou até ao interior de uma obra e, primeiro, introduziu os seus órgãos genitais na boca do menor.
"Me mandou chupar, depois mandou-me deitar no chão e subiu-me, não queria me deixar, mas fugi quando ele adormeceu", contou.
O progenitor disse ter encontrado barreiras diante da polícia após ter recorrido aos agentes da ordem em busca de ajuda.
"À caminho do Comando do Sambizanga, deparei-me com alguns agentes da polícia e fomos a casa dos pais do Jaimito, mas ao chegar nada fizeram, porque a mãe do jovem era conhecida dos agentes", explicou.
Denunciou que ainda foi vitima de ataques verbais por parte de um dos agentes da polícia.
"Chamou-me vários nomes ofensivos, por isso fui a Nona Esquadra, assim que eu estava fornecer os dados apareceu o mesmo agente e disse alguma coisa aos ouvidos do agente que estava com o papel e, infelizmente, de repente fui expulso da esquadra com ofensas", lamentou o pai.
Face a situação, o cidadão disse ter recorrido a alguns órgãos de comunicação social e as redes sociais para denunciar os factos.
"Após a publicação do vídeo no Facebook, comecei a receber vários telefonemas a repreenderem-me por ter recorrido às redes sociais para fazer a denúncia, mas o comandante municipal prometeu dar o devido tratamento aos agentes da polícia que atacaram-me e já disponibilizou uma equipa que está a fazer de tudo para localizar o jovem, porque ele aproveitou fugir", observou.
O pai do menino disse que, pelo facto de viver em situação precária com a família, a administração municipal prometeu responsabilizar-se na assistência ao lesado.
"Ele queixa-se de muita dor na coluna e no recto, mas a administradora esteve em nossa casa e deixou algumas coisas; eu faço apenas biscates para alimentar os meus filhos, mas graças a Deus a administração já começou a ajudar-me" agradeceu.
A nossa reportagem contatou via telefónica o Superintendente-chefe, Nestor Goubel, Porta-voz do Comando Províncial de Luanda, que garantiu pronunciar-se a qualquer altura.









