Só passa quem paga 10 mil - Motoqueiros denunciam extorsão em larga escala por parte da polícia
Os moto-taxistas que conduzem motos de três rodas, estão agastados com os efectivos da polícia da ordem pública e reguladores de trânsito, que alegadamente fazem deles os "bancos" todos os dias, por andarem permanentemente atrás deles, extorquindo aqueles que tiverem em falta um documento.
Por: Lito Dias
Em carta dirigida à redacção do Na Mira do Crime, os motoqueiros "de 3 rodas", dizem que efectivos da polícia que usam a farda camuflada lideram as emboscadas aos moto-taxistas.
"Os polícias da farda camuflada e os agentes reguladores de trânsito usam-nos como banco deles e nos ofendem de todas formas", denunciam.
Contam que o alegado comportamento intensificou-se a partir do mês de Outubro último.
“Até parecem estar a preparar cabazes com o dinheiro que arrancam dos nossos bolsos", satirizou, um motoqueiro que se acha um dos promotores do documento.
Dizem, na carta, que eles fazem o salário dos efectivos reguladores de trânsito na Cidade da China, Engevia, Somague, Victória Garden e nas bombas da Pumangol do Kilamba.
"Eles prendem as motas sem motivos aparentes, se não tiver a carta de condução, usam isso como argumento. Mas se tiver a Carta de Condução, o argumento vai ser a falta de averbamento. Mas o confronto não termina por aí, porque caso tenha a carta averbada, o polícia atira-se contra o motoqueiro por ter levado pessoas. Os três casos são sempre resolvidos mediante o pagamento de uma quantia correspondente a 10 mil Kwanzas.
No entanto, se o motoqueiro não tiver dinheiro, a moto é levada para à esquadra do Km 30, com o risco de perder peças em dois dias.
"Quando a moto vai ao 30, já não a encontramos completa, nem que por 2 dias", revelam, sublinhando que as motos só são libertas dessas operações, por dois motivos: ou o proprietário é da polícia, ou pagou o valor exigido.
Esclarecem, no documento, que trabalham com as motorizadas não por serem teimosos, como são considerados; mas por ser uma forma de ganharem pão e sustentarem as suas famílias.
Consideram extrema violência o que os efectivos da polícia fazem, pelo que persuadem-nos a não se alegrarem com o dinheiro que estão a tirar de forma compulsiva dos motoqueiros que lutam para abandonar o mundo da criminalidade.











