Em Viana: “Baloba", "Kiki", "Mano Chaba" e "João” acusados de abusar sexualmente adolescente de 13 anos com alegada influência da amiga da vítima
Uma adolescente de 13 anos de idade, de nome Adriana Jacinto, foi abusada sexualmente no domingo (07), por volta das 17horas, no bairro da Estalagem, arredores da Malhança, em Viana, por cinco indivíduos, quando se dirigia a uma cantina com a pretensão de comprar pão.
Por: Solange Figueira
Segundo denúncia apresentada ao Na Mira do Crime, durante o trajecto, a vítima decidiu passar na casa de uma amiga, identificada como Sani.
Ao chegar ao portão, avistou-se com um jovem chamado João, que semanas antes lhe havia dito que um dia a violaria, assustada, Adriana entrou na casa da amiga com urgência e explicou a situação.
A amiga, por sua vez, recebeu mil kwanzas entregue pelo acusado, que seguidamente drogou e abusou sexualmente da adolescente em companhia de quatro outros indivíduos.
Alguns suspeitos que cometeram este acto macabro são conhecidos no bairro como Baloba, Kiki, Mano Chaba e João.
De acordo com a vítima, ainda dentro da casa da amiga Sani, viu o jovem entregar mil kwanzas, o dinheiro que teria servido para comprar a droga.
“Eu disse à Sani que estava com medo do jovem, ela me garantiu que ele já tinha ido embora, por isso fiquei mais calma", explicou.
Em seguida, disse que estava disponível para me acompanhar comprar os punhos, na rua, pediu para passarmos no quintal onde vive uma amiga dela, não sabia que havia combinado com o agressor.
"Assim que chegamos, o jovem me obrigou a beber algo que parecia como Kissangua, ele me ameaçou dizendo que, se eu não beber podia me matar.
Por medo de morrer, bebi, de seguida comecei a sentir a língua pesada e fiquei sem força no corpo todo, me recordo apenas que um deles me pôs na encosta e me levou para dentro de um quarto", recordou.
Explicou que depois disso, não lembrava de mais nada, "sinto-me mal, estou com dores no corpo e na região íntima”, revelou.
A avó da adolescente, Isabel Mungongo, explicou que foi ela quem criou a Adriana, ela foi educada com muito amor e carinho, mas tem o hábito de ir à rua passear com as amigas.
Uma senhora trouxe a minha neta disse que a encontrou a dormir às 17 horas, dentro de um quintal, enrolada em um tapete.
"Queremos justiça, esses jovens devem ficar presos e pagar indemnização à minha neta, ela ficou com sequelas da droga que lhe deram, não está a ouvir bem e fala coisas sem sentido, sempre foi muito inteligente, clamo por ajuda da sociedade”.
A tia da vítima, Victoria Mungongo, disse que, depois de Adriana aparecer drogada, foram até à casa da amiga que a trouxe e, em seguida, fizeram uma participação na Esquadra do 44. “Depois de sermos ouvidos, nos mandaram fazer exames médicos, já fizemos", declarou.
Disse que ainda não têm o número do processo, mas vão buscá-lo esta semana, no entanto, para espanto da família, a mãe da menina Sani, amiga da Adriana, foi em casa delas dizer que a filha dela também tinha sido violada.
"Afinal era tudo mentira, na esquadra, a Sani confirmou que combinou com os marginais e recebeu mil kwanzas para comprar a droga, por ter 14 anos, não ficou detida, mas a mãe dela alertou os suspeitos", denunciaram.
"A polícia foi à casa de um deles connosco, mas já não o encontramos, havia apenas um prato de comida na mesa, todos eles fugiram do bairro, até a menina e a família dela também fugiram, estragaram a vida da minha sobrinha, pedimos socorro", clamaram.
"Queremos justiça, os criminosos têm de ser presos, a família toda está revoltada com esta situação”, concluíram.









