Empresa Assegura reintegração - cidadão acusa a XHC - construção civil e comércio de o despedir injustamente
A Empresa de construção civil XHC é de chineses, mas, gerida por cidadãos angolanos, actuando no mercado angolano há vários anos, no ramo de construção e vendas de materiais. Situada em Luanda, no município de viana, avenida fidel castro, está a ser acusada de despedir um funcionário que trabalhava na empresa há um ano e um mês, por injusta causa.
Por: Solange Figueira
O denunciante alega ter a função de motorista e diz que tudo ocorreu no dia 8 de Dezembro corrente, quando foi convocado pela direcção para exercer um trabalho na província de Benguela. Por não concordar com o valor de pagamento diário, considerado baixo e diferente do que havia sido acordado, de regresso a Luanda, um dos chefes da empresa o mandou para casa, demitiu-o sem qualquer razão.
De acordo com o Sebastião Quissuele, o denunciante, é frequente os chineses despedirem os funcionários sem aviso prévio e motivos plausíveis.
"Não entendi porque fui demitido. Antes de viajar, acordamos que eu deveria receber 5 mil kwanzas diários. Já em Benguela, queriam me dar apenas 4 mil diários, não aceitei. Trabalhei apenas 10 dias, quando voltei a Luanda, fui ao estaleiro apresentar-me, mas o chefe máximo da empresa, que é chinês, me disse que já tinham posto outra pessoa no meu lugar, que eu devia ir para casa", declarou, lembrando que ainda tentou explicar o que tinha acontecido, mas não lhe deram ouvidos.
Disse também que, na empresa, vivem em condições desumanas. "Entramos às 6 horas e saímos às 19 ou 20 horas, trabalhamos sem contratos, não temos almoço, as horas extras não são pagas, de domingo a domingo. Nosso salário é de 110 mil kwanzas mensais, e não chega para nada. Podemos ficar doentes, mas eles não têm piedade, descontam", relatou.
O que lhe meteu furioso foi quando o demitiram. "Saí de Benguela até aqui com fome, sem almoçar. De raiva, levei o carro da
empresa para minha casa, por não ter dinheiro de táxi, trouxe na empresa no dia seguinte", explicou, salientando que o dono da empresa é muito arrogante, não conversa com os funcionários, tudo ele resolve à base de despedimentos.
Sebastião contou ainda que trabalha com o carro da empresa sem documentos. Os contratos que celebram são verbais, agora só exige que seja indenizado.
A nossa equipa de reportagem deslocou-se até à empresa acusada e falou com o Gestor de Frotas, o Senhor Pedro Almir, que diz que quando despoletou o problema com o senhor Sebastião, ele não estava presente por razões pessoais.
"O Senhor Sebastião é nosso funcionário há um ano. Ele não foi despedido. Quando aconteceu o facto, eu não me fazia presente. Por ser eu a responder pela área dele, tão logo voltei a trabalhar, tive conhecimento, conversei com os chefes, fizemos uma convocatória de advertência. Estávamos para chamá-lo amanhã, dia 17, para o ouvirmos. Como trabalhador, ele teve muitas advertências, porém isso que aconteceu não dá despedimentos. Sabemos que empregamos funcionários sem contratos, vamos fazer de tudo para resolver esta situação com todos os trabalhadores", confirmou.
Refere ainda quando tomou nota do assunto, decidiu interceder a favor dele. "Sabemos que ele saiu de Benguela até Luanda sem comer, isso causou uma revolta a ele. Garantimos que vamos averiguar o caso, vamos ouvi-lo detalhadamente, resolver o problema sem que ele seja despedido", assegurou.








