"Na BASEL Angola": trabalhadores denunciam discriminação e falta de reajuste salarial
Um grupo de trabalhadores da empresa BASEL ANGOLA, que se dedica ao fabrico de diversos tipos de detergentes, como GLÓRIA,
ULTRA, AMA e LAVA, situado no bairro Capalanga, município dos Munlevos, denunciam falta de aumento salarial, uniforme de biossegurança no local de trabalho, bem como aumento de ameaças sobre despedimentos quando tentam reivindicar os seus direitos.
Por: Cambundo Caholua
Ao falarem em exclusivo pelo Na Mira do Crime, aquela franja de trabalhadores revelou que os funcionários expatriados discriminam os angolanos e resistem em não reajustar os salários, uma vez que o Estado angolano já decretou o tecto mínimo do salário nacional.
"Nós somos funcionários da empresa BASEL ANGOLA, que está situada no bairro Capalanca. Somos bastante humilhados pelos nossos responsáveis lá dentro da empresa. Tentamos discutir os nossos direitos, mas eles nos humilham bastante", contou.
Os denunciantes dizem que das tantas vezes que tentaram debater sobre as melhores condições, diante dos seus superiores, foram ameaçados com expulsões e os outros penalizados com faltas sem motivos aparentes.
"Você tenta discutir o seu direito, eles prometem te expulsar de qualquer maneira, e desafiam-te a recorrer onde quiseres. Pelo que temos visto, eles devem estar bem confiantes", assinalou.
"A BASEL ANGOLA é uma empresa grande, então o Estado Angolano decretou que o salário mínimo nacional, para as grandes empresas, são 100 mil Kwanzas, mas até agora os salários mantêm-se.
Foram mais longe, acusando os agentes da Inspecção Geral de Trabalho (IGT) de serem coniventes, sendo que são vistos a inspeccionar a BASEL ANGOLA, mas não procuram ouvir os funcionários.
Acrescentam ainda que os mesmos chegam à empresa, dirigem-se apenas ao escritório do chefe, na sequência, retiraram-se sem mais dizerem nada.
"Eles chegam lá, entram no escritório do chefe, não procuram falar com o funcionário, só entram, vão ter com o chefe e mais nada. Se procurassem falar com os funcionários, eles iriam ver a realidade sobre as dificuldades que os funcionários passam naquela empresa", sublinharam.
Denunciaram também que, em alguns departamentos de produção, os trabalhadores não fazem uso de uniforme de biossegurança, muitos trabalham sem botas apropriadas, sem máscara, nem óculos de protecção.
O Na Mira do Crime tentou contactar a direcção da empresa, mas sem sucesso.








