Criança foi levada às pressas ao hospital: Domésticas oferecem bolo misturado com veneno de rato ao filha da ex-patroa de 04 anos de idade para se vingarem de alegados maus tratos e despedimento
Uma criança de 04 anos de idade, quase perdeu a vida nesta quarta-feira, 17, na cidade do Cuito, província do Bié, depois de ter comido bolo misturado com veneno de rato, feito por duas jovens de 17 e 19 anos de idade, antigas domésticas da residência dos progenitores da vítima, como forma de vingança que estas encontraram para se vingar da mãe da menor, que alegadamente maltratava as acusadas e as despediu do emprego.
Por: Carla Nayara
De acordo com as autoridades locais, antes do despedimento, sempre que a patroa se dirigisse mal as empregadas, às jovens, como forma de vingança, colocavam veneno de rato no lanche do rapaz, sempre que este fosse para creche. No entanto, às doses de veneno não eram suficientes para causar mal-estar ao pequeno, embora nalgumas vezes reclamava de dores de barriga.
Após a expulsão do trabalho, dias depois, as jovens decidiram fazer um bolo misturado com altas quantidades de veneno de rato e, como conheciam a creche do pequeno, foram até ao local, chamaram-no e ofereceram o bolo envenenado.
Após consumir o presente envenenado, a criança passou mal e caiu inanimado.
Graças a pronta intervenção das senhoras que cuidam das pequenas, a vítima foi prontamente evacuada para o Hospital Dr. Walter Strangway, onde foi detectado que havia sido envenenado, e foi rapidamente desintoxicada e detectada a substância.
Sendo a única refeição ‘o bolo’ que o mesmo havia ingerido, e porque uma das auxiliares de creche conhecia e viu a antiga empregada a dar o bolo à criança, despertou a desconfiança dos responsáveis da creche que acionaram os operacionais do Serviço de Investigação Criminal e os pais da menor.
Durante a abordagem, a mãe da criança explicou que as jovens já não trabalhavam na sua residência, e os efectivos do SIC rapidamente realizaram diligências que terminou com a localização e detenção das suspeitas.
O Na Mira do Crime sabe que, durante um pequeno interrogatório, as jovens confessaram o crime, e mostraram dois papeis que haviam escrito para, depois de acontecer o pior, fazer chegar à mãe da criança de forma anónima, para saber que a causa da tragédia era devido o seu alegado mal comportamento com os empregados.
As acusadas já foram presentes ao Ministério Público.








