Predador sexual de 40 anos capturado por agressão física e abuso sexual da própria filha de 16 anos de idade, bandido drogava a menor e abusa dela desde os 14 anos
Um cidadão nacional que atende pelo nome Gaspar João Neto, de 40 anos de idade, residente no bairro Augusto Ngangula, rua da igreja Adventista, comuna do Kicolo, município de Cacuaco, foi detido na segunda-feira, 29 de Dezembro de 2025, por operacionais da Esquadra da Pólvora, afectos ao Comando municipal de Cacuaco, pelo crime de agressão física e abuso sexual a uma menor de 16 anos de idade, por sinal sua própria filha.
Por: Alfredo dos Santos Talamaku
Em declarações exclusivas ao Na Mira do Crime, a menor disse que o progenitor tem lhe abusado desde os seus 14 anos de idade, recorrendo a produtos tradicionais que causam sonolência.
Segundo a menor, os actos têm ocorrido durante a ausência da mãe, que por sinal passa maior tempo em viagens no interior do país à compra de negócio.
"No princípio sentia apenas o peso de alguém por cima de mim, assim que despertasse do sono notava que eu tinha sido abusada, mais tarde descobri que era o meu pai. As coisas acontecem sempre que a minha mãe viaja para o Bié na compra de negócio", revelou.
A menina avançou que explicou a situação a mãe que, por sua vez, conversou com o tio, irmão mais velho do pai.
"Conversaram com o pai, mas ele disse que eu estava a ser possuída por um espírito durante o sono, eu tinha a certeza que era ele; e usa medicamentos tradicionais para ter sono profundo e depois coloca também nos meus órgãos genitais, eu notava sempre que acordava", explicou.
As vizinhas disseram que os pais da menina arrendaram uma casa num quintal comum, e sempre desconfiaram da situação porque sempre que a mãe da vítima viaja, ouvem-se gritos de alguém a ser agredida no interior de casa.
"Nós já desconfiávamos e conversamos com ela, mas não deu nenhuma informação porque o pai ameaçava-lhe de morte. Mas desta vez a miúda gritou muito a dizer que não queria fazer nada com o pai e ele começou a bater-lhe, por causa dos gritos arrombamos a porta e encontramos ele com as calças molhadas porque tinha acabado de abusar filha", contou a vizinha.
A secretaria municipal da Organização da Mulher Angolana (OMA), Suzana António Filipe, deslocou-se a residência do tio da menina, onde encontra-se hospedada e garantiu que a organização que dirige está a acompanhar o caso de perto.
"Estamos a seguir o caso e prometemos dar o apoio necessário a menina, assim que já localizamos a casa daremos o suporte a ela, tanto material como emocional, porque é triste ver uma menina que vem a ser molestada pelo seu próprio pai durante anos, o progenitor que devia proteger tornou-se o próprio agressor", lamentou a dirigente.









