Há uma mão invisível? - Menor de 04 morre depois cair de um prédio na Centralidade do Kilamba
Um menor de 4 anos de idade, identificado por Joel Salatiel Ngola, que residia na centralidade do Kilamba, quarteirão D 17, foi encontrado estatelado no chão quase sem vida, na tarde do dia 30 de Janeiro, sexta-feira. Uma hora depois, foi socorrido até ao hospital Azancot de Menezes, onde foi declarado morto.
Por: Cambuta Vieira
Segundo relatos de Bernardo Ngola, pai do malogrado, viviam no quarto andar.
Na manhã daquele fatídico dia, foi ao serviço, e por volta das 16 horas falou com o filho ao telemóvel, uma hora depois, a mãe terá deixado o filho no seu quarto, e ela seguido também para o seu.
Passados alguns minutos, Joel saiu para brincar com outros meninos, pelos corredores dos apartamentos, quando, repentinamente, o menor caiu do quarto andar.
De seguida, os vizinhos puseram-se a gritar, dando conta do incidente. "A minha esposa foi chamada, e quando desceu, encontrou o menor estatelado no chão, quase sem vida", informou.
"A mãe, na companhia de uma vizinha, foram até ao hospital Azancot de Menezes, mas já era muito tarde, porque apesar da reanimação feita, foi declarado o óbito", contou, aos prantos.
Bernardo afirma que os familiares estão sem entender, como é que o menor que estava a brincar com os amiguinhos, de repente, cai, para baixo do prédio, no sentido oposto, na direcção da casa de banho do apartamento da vizinha que também fica no quarto andar.
"Do jeito que o meu filho caiu entre os lancis, na parte traseira da casa de banho, somente as investigações podem apurar se houve ou não indícios fortes de ter sido empurrado", analisou.
"Não podemos acusar ninguém, deixemos tudo nas mãos dos investigadores", observou Joel Salatiel Ngola vivia no apartamento número 44, e terá caído supostamente na direcção do apartamento número 41 do mesmo andar.
"Desde a ocorrência, nós estamos a ver bastante pessoas a entrarem no apartamento donde supostamente terá caído o meu filho; há muita movimentação ", sublinhou.
"Esperamos que o Serviço de Investigação Criminal faça o seu trabalho e que se apurem as reais causas da sua morte, porque o meu filho não é de sair fora do apartamento constantemente", augurou.
O responsável da família garantiu que já foi aberto um processo, com o número 546/026-kl, e que acompanhará, de perto, para ver esclarecida a morte do seu filho.
Contactou-se o porta-voz do Serviço de Investigação Criminal em Luanda, superintendente-chefe Fernando de Carvalho, que garantiu que o processo está sendo investigado.








