No Baia - Comerciante acusa agentes da polícia de agressão e extorsão de 300 mil kwanzas - diz que a sua loja tornou-se "a lavra" dos polícias
No município do Sequele, precisamente na entrada do mercado do 30, no Baia, um cidadão de nome Dadi Manzambe Juma, de 49 anos de idade, acusa os agentes da polícia do Baia de suposta agressão e de extorsão de 300 mil kwanzas, no dia 20 de Fevereiro, no parque dos camiões, por volta das 20 horas.
Por: Solange Figueira
Ele diz que ao fechar a sua loja de lubrificantes de carros, foi interpelado, supostamente por três agentes da esquadra do Baia.
"Desceram de uma carrinha de marca Toyota, modelo Hilux, e sem quaisquer motivos, começaram a me agredir com socos no rosto, que culminaram com ferimentos nos lábios e inchaço no olho direito", denunciou.
De acordo com o entrevistado, de seguida, foi posto dentro do carro dos agentes e levado até à ponte do Km 25. Ao longo do caminho, os agentes o ameaçaram de morte, dizendo que o mesmo só seria libertado se pagasse um milhão de kwanzas.
Seguidamente, voltaram com a vítima e revistaram a loja, à procura de dinheiro, tendo encontrado 300 mil kwanzas, e depois disso, deixaram-no ir.
Segundo Senhor Dadi Manzambe Juma, não é a primeira vez que tal facto acontece.
"Estou a fazer uma denúncia pública, temo pela minha vida, fui raptado. O agente que bateu em mim chama-se Grandalhão, é agente da esquadra do Baia. Eles eram dois agentes fardados e um a civil", revelou, lembrando que no ano passado, já estiveram na sua loja, de onde levaram 400 mil kwanzas.
"Têm vindo a me perseguir há bastante tempo, até dinheiro para carregar a Zap e comprar jantar para casa deles, têm vindo buscar aqui", denunciou, para depois afirmar que na sexta-feira última, a sua loja estava fechada, e ele estava de pé na porta à espera de um moto-taxista para ir embora e foi assustado por um carro que parou à sua frente.
"Logo que os agentes desceram, sem me perguntar nada, começaram a me dar socos no rosto, me atiraram dentro do carro, me disseram que estavam a me levar ao comando municipal do Sequele", disse, mas achou estranho quando pararam na ponte do Km 25 e disseram que iriam negociar.
Um negócio que passados pela entrega de um milhão de kwanzas. "Eu disse que não tinha esse valor", motivo suficiente para ser espancado e ser levado de volta para a sua loja,
revistaram-na e encontraram 300 mil Kwanzas, dinheiro do seu negócio, tendo de seguida o posto em liberdade.
Disse que tem 5 filhos, paga escola, alimentação e vestuário. "Os agentes me incomodam a todo momento, vêm me extorquir. Desta vez, vieram para me matar, estavam armados, peço ajuda às autoridades, tenho medo", rogou.
A nossa equipa de reportagem entrou em contacto com o porta-voz da Polícia do Icolo e Bengo, Intendente Euler Matari. O responsável garantiu que caso será investigado. "Vamos pôr a inspecção a trabalhar nisso com a máxima urgência", reforçou.











