Pastor acusado de abuso sexual e interrupção de gravidez aguarda julgamento na Comarca de Viana - há mais vítimas a denunciar abusos
O pastor Daniel Sebastião Makando, de 45 anos de idade, líder da Igreja Belém Tabernáculo e da Associação Cultural União das Águias, encontra-se a aguardar julgamento na Comarca de Viana, depois de lhe ter sido aplicada, pelo Juiz de Garantias, a medida de coacção mais gravosa — prisão preventiva.
Por Kihunga Bessa
Detido no dia 5 de Julho de 2025, o arguido é acusado de abuso sexual e de interrupção de gravidez, envolvendo, pelo menos, duas fiéis, no bairro Belo Monte.
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Entretanto, novas denúncias vieram a público, com outras alegadas vítimas a manifestarem-se.
De acordo com familiares das lesadas, que preferiram manter o anonimato, o número de vítimas poderá ultrapassar 15 fiéis, que, alegadamente, terão sofrido abusos de forma continuada.
As denúncias indicam que os actos ocorreram no interior da própria igreja, sob pretexto de aconselhamento espiritual.
Os familiares relatam ainda que, após a detenção do suspeito, surgiram indícios de que este já teria sido alvo de queixas anteriores. Uma das fontes afirma ter sido responsável por apresentar a primeira denúncia às autoridades, depois de descobrir que a sua filha, de 14 anos, estaria entre às vítimas.
Para além das acusações de abuso sexual, há igualmente referências a alegados casos de interrupção de gravidez.
As famílias denunciam, por outro lado, estarem a ser alvo de ameaças de morte por parte de fiéis afectos a igreja do acusado.
Segundo os relatos, alguns membros da congregação têm pressionado as vítimas e os seus familiares a retirarem as queixas, advertindo-os de possíveis represálias caso o pastor venha a ser condenado.
Os lesados questionam, ainda, o facto de a igreja continuar a funcionar normalmente, realizando cultos no mesmo espaço onde, segundo as denúncias, os crimes teriam ocorrido. Nesse sentido, apelam à intervenção das autoridades competentes para averiguar a situação.
A equipa do Na Mira do Crime deslocou-se à referida igreja para ouvir a versão da congregação.
Um dos fiéis contactados recusou-se a prestar declarações.
O caso segue agora os trâmites legais, aguardando-se o início do julgamento.









