Dizem que compraram a pistola com 27 munições num polícia de Guarda Fronteira: Já são conhecidos os bandidos que executaram um segurança com tiro no peito nos Mulenvos
O Serviço de Investigação Criminal (SIC), em Luanda, por intermédio do Comando Municipal dos Mulenvos, deteve dois cidadãos nacionais, nomeadamente Adelino Samassanga Cumandala, mais conhecido por Hino, de 31 anos de idade, e Gregório Upa, de 29 anos, este último estudante do curso de Engenharia e Informática na Universidade "UNIBELAS", suspeitos de envolvimento na morte do vigilante de uma empresa privada, que em vida atendia pelo nome Noé Armando Doutor, além da participação em vários roubos qualificados na via pública e em residências, com recurso a armas de fogo, registados no bairro Capalanga, município dos Mulenvos, em Luanda.
Por: Kihunga Bessa e Débora Manuel
Ouvidos pelo Na Mira do Crime, os implicados confessaram os crimes e explicaram que a arma de fogo do tipo pistola, de marca Jericho, com 27 munições, terá sido comprada a um agente da Polícia de Guarda Fronteira.
Acrescentaram que, na data da morte do guarda, 12 de Fevereiro, estes perseguiam um cidadão, advogado, que antes de chegar em casa, nos Mulenvos, terá passado numa cantina, a falar ao telemóvel, o que despertou a intenção dos criminosos.
Quando a vítima regressou ao carro, os criminosos seguiram-no até entrar no quintal da sua residência, onde abordaram a vítima e, em consequência, notaram a presença do segurança e dispararam duas vezes contra o peito da vítima.
Após a morte do segurança, apropriaram-se dos seus do dono da viatura, um telemóvel de marca Samsung, S23- Ultra, que foi comercializado por 50 mil kwanzas no mercado dos Congolenses.
Bobina Caiovo, de 31 anos de idade, moradora do bairro Capalanga, uma das vítimas de disparo de arma de fogo na região do peito, efectuado pelos implicados, conta que o facto ocorreu no dia 30 de Junho de 2025, quando a mesma se encontrava a apanhar ar fora do seu quintal e foi surpreendida pelos marginais, armados, que se faziam transportar numa motorizada.
Juliana Doutor Armando, irmã mais velha do segurança vítima dos marginais, informou que o seu irmão foi morto no primeiro mês do seu emprego, deixando sete filhos com idades compreendidas entre 20 e sete meses de vida, que enfrentam várias dificuldades.
Segundo o porta-voz do SIC-Luanda, superintendente-chefe Fernando Carvalho, a detenção foi realizada através da Direcção Municipal dos Mulenvos, em coordenação com a Direcção Central dos Crimes contra o Património do SIC-Geral.
Informou que o crime que resultou na morte do vigilante, ocorreu no dia 12 de Fevereiro do ano em curso, por volta das 23 horas. Na ocasião, um grupo de assaltantes invadiu a residência de um advogado no bairro Capalanga. Durante a acção criminosa, o vigilante Noé Armando Doutor, de 41 anos, tentou impedir a entrada dos meliantes e acabou por ser atingido por um disparo de arma de fogo, morrendo no local.
Acrescentou que as investigações indicam ainda que o mesmo grupo está ligado a pelo menos sete roubos qualificados ocorridos entre 2025 e 2026 no mesmo bairro, alguns deles acompanhados de disparos de arma de fogo que provocaram ferimentos graves nas vítimas.
Entre os casos registados, De acordo com oficial de comunicação do SIC- Luanda, consta também o ataque ocorrido a 20 de Janeiro de 2026, quando a estudante Zulzinacia Elisa Luati, de 22 anos, foi atingida por um disparo enquanto se encontrava no interior de uma viatura.
Salientou que, durante as acções operativas, os investigadores apreenderam duas armas de fogo, sendo uma pistola e uma AKM, uma motorizada de marca Apollo e várias peças de vestuário utilizadas nas acções criminosas.
Realçou que após o cumprimento das formalidades legais, os dois suspeitos foram apresentados ao Ministério Público e ao juiz de garantias, que aplicou a medida de coacção mais gravosa, prisão preventiva.
Concluiu que as investigações continuam para localizar outros possíveis integrantes do grupo criminoso.








