Grupos de marginais “MTB” e “UPV” esfaqueiam mulher de 41 anos no rosto durante assalto - Pedido de socorro à 44 Esquadra foi ignorado "com sucesso"
Uma cidadã de nome Maria Pedro, de 41 anos de idade, residente no bairro Bela Vista, município dos Mulenvos, foi esfaqueada no sábado (07) do mês em curso, depois de ser assaltada e agredida fisicamente por dois grupos de marginais denominados "MTB" e "UPV".
Por: Solange Figueira
De acordo com a denunciante, o facto aconteceu próximo a sua casa, quando regressava do serviço.
Segundo a vítima, foi perseguida por vários marginais dos referidos grupos, que a abordaram e começaram a esfaqueá-la, sendo que a agressão culminou com um ferimento grave na testa, que levou quatro pontos, explicou.
A cidadã referiu também que, numa tentativa de se livrar das agressões dos delinquentes, ensanguentada, correu para a estrada pedindo socorro.
Na mesma altura, deparou-se com um carro onde estavam vários agentes da Polícia Nacional afecto a Esquadra 44, que não aceitaram socorrê-la, pedindo para a mesma caminhar sozinha até à esquadra para abrir uma participação.
"Não é a primeira vez que os agentes da Esquadra 44 negam prestar socorro a qualquer cidadão. Eu vivo na rua dos Condomínios Abandonados, em Janeiro do ano em curso, os meus dois filhos foram assaltados, levaram os ténis e os telemóveis, e ainda foram agredidos pelos bandidos, fui para a esquadra abrir uma queixa, e os agentes pediram-me para procurar os marginais e levá-los para a esquadra", denunciou.
A senhora explicou ainda que os agentes perguntaram se conhecia alguns jovens que a atacaram-na.
"Eles ainda disseram que aqueles jovens eram os líderes dos grupos de marginais, com a intenção de me intimidar, não entendi nada, fiquei triste e voltei para casa", realçou.
"No dia da ocorrência, os meliantes estavam munidos com armas de fogo, garrafas e facas, quando vi o carro da polícia, pedi socorro, mas fui ignorada", lamentou.
"No dia seguinte, quando os meus filhos se aperceberam da agressão, procuraram um dos gatunos e levaram-no para a esquadra, ainda tiveram a coragem de lhe meter sentado ao meu lado", observou.
Conforme a vítima, o agente que a atendeu afirmou que quem decide sobre a soltura é o Ministério Público, e que, no dia seguinte, já não encontraria o acusado.
Maria Pedro referiu ainda que recebeu relatos de vizinhos de que os gatunos, naquela esquadra, ficam apenas quatro dias detidos.
"Eles ainda se gabam, dizendo que podem roubar e agredir as pessoas porque os agentes não os prendem", atirou.
A cidadã frisou que, em nenhum momento, viu os agentes questionarem o suspeito sobre os seus companheiros. "Estavam a acarinhá-lo e a tratá-lo bem, como se fossem amigos dele, deviam matar-me para que houvesse alguma preocupação, um deles colocou a ponta da faca no meu olho, só não morri porque gritei por socorro", desabafou.
A vítima explicou que a zona onde habita é dominada por marginais, que roubam nas ruas e nas residências.
"Roubam à vontade, porque colaboram com a polícia, estou neste bairro há dois anos, vivia no Mirú e nunca vi isso. Aqui na Fapa, a Polícia da Esquadra 44 são amigos dos marginais, bebem e comem com eles. Se não nos socorrerem, vamos morrer, a casa em que vivo é minha, porém tenciono abandoná-la, sou mãe solteira e tenho filhos pequenos".
De acordo com a nossa entrevistada, os moradores da zona estão habituados a serem roubados, agredidos, a viver em perigo constante e aterrorizados.
Este jornal contactou o Comando Municipal dos Mulenvos, e fomos informados de que os factos serão apurados e investigados com a máxima urgência.








