Gémeos de 21 anos espancados até à morte: Mãe das vítimas suspeita que o amigo “Banana Rodas” tenha envolvimento no caso
Familiares dos gémeos Fánio de Carvalho dos Reis Francione e Fanízio de Carvalho dos Reis Francione, ambos de 21 anos de idade, levantam suspeitas sobre a morte dos dois jovens. Para eles, o dedo acusador recai para um indivíduo conhecido por “Banana Rodas”, que alegadamente os teria levado para trabalhar numa empresa chinesa, dias antes de os jovens serem brutalmente espancados até à morte por desconhecidos, e abandonados numa lixeira na zona do KM 44, município de Icolo e Bengo.
Por: Adão Paxi
O crime, ocorrido no mês de Janeiro do ano em curso, resultou na morte imediata de Fánio, no dia 23, enquanto o seu irmão Fanízio, que havia sido socorrido em estado de coma, acabou também por morrer no dia 5 de Fevereiro, após vários dias hospitalizado.
De acordo com Isabel de Carvalho, mãe das vítimas, que falou em exclusivo ao Na Mira do Crime nesta sexta-feira, 13, a família suspeita de um indivíduo conhecido por “Banana Rodas”, amigo dos jovens, apontado como principal suspeito no desaparecimento e posterior morte dos seus filhos.
“Desconfiamos do Banana, porque foi ele quem convidou o Fánio para viver no KM 44. Cerca de um mês depois, o Fánio também convidou o seu irmão Fanízio para morar com ele, para não ficar sozinho.
No entanto, passado algum tempo, o Banana já não demonstrava o mesmo comportamento de amizade para com eles.
Muitas vezes, quando os meus filhos saíam, ao regressarem encontravam a porta fechada e, sempre que o Fánio reclamava da situação, o Banana acabava por discutir com ele”, explicou.
Segundo a mãe, visivelmente abalada, o Banana já apresentava atitudes negativas em relação aos dois gémeos. “Uma vez, quando eles receberam o primeiro salário, o Fánio foi passar o fim-de- semana no Rangel.
Ao aperceber-se disso, o Banana ligou para mim, reclamando que o Fánio não tinha deixado dinheiro para as compras de casa.
Quando o Fánio regressou, encontrou que haviam preparado comida e até lhe pediram para comer. No entanto, o Banana recusou-se a servi-lo, dizendo que ele deveria comer onde tinha saído”, relatou.
Para Isabel, o Banana manifestava constantemente insatisfação em relação a quase todas as atitudes do Fánio, chegando a afirmar que ele deveria procurar outro lugar para morar, pois não podia permanecer na mesma casa.
Diante desta situação, conta a nossa entrevistada, os gémeos Fánio e Fanízio viram-se obrigados a procurar outra residência para se abrigarem e garantir a sua segurança.
O Na Mira do Crime tentou o contacto com o acusado na zona onde viviam no KM 44, e através do seu número de telemóvel, mas sem sucesso. Segundo relatos da família, o suspeito, identificado como Banana, encontra-se foragido e em parte incerta, e nem sequer apareceu no óbito.








