Agentes da URP em Benguela denunciam alegado tratamento desigual na progressão de carreira
Um grupo de agentes da Unidade de Reacção e Patrulhamento (URP) na província de Benguela denunciaram alegada insatisfação com o tratamento que dizem receber do Comando Provincial, sobretudo no que diz respeito à progressão de carreira no âmbito do estatuto orgânico das especialidades da Polícia Nacional.
Por: Laurentino Tchatuvela
Segundo os denunciantes que preferiram manter o anonimato, foi aprovado recentemente o estatuto orgânico que abrange as especialidades da Polícia de Intervenção Rápida (PIR), Protecção de Figuras (PGF) e a URP, estabelecendo como patente mínima agente de 1.ª classe.
De acordo com as fontes, a medida beneficiou vários efectivos, mas alguns agentes da URP que ingressaram na unidade com a patente de agente de 3.ª classe continuam sem qualquer esclarecimento sobre a sua situação.
Os agentes afirmam que muitos deles foram apenas promovidos à patente de agente de 2.ª classe por tempo de serviço, sem que haja informações sobre o enquadramento no referido estatuto orgânico.
“Há colegas que estão na URP desde 2022 e outros desde 2024 e 2025, consideramos que já é tempo suficiente para que a nossa situação seja analisada, tendo em conta que noutras especialidades, como a PIR e a PGF, a patente orgânica mínima é de agente de 1.ª classe”, referiu. Sublinharam ainda que desempenham funções exigentes na URP, considerada uma força de segundo escalão de intervenção, e defendem que também devem beneficiar das mesmas oportunidades de progressão na carreira, à semelhança de outros efectivos da corporação.
Diante da situação, os agentes apelam ao Comando Provincial de Benguela e ao Comando Geral da Polícia Nacional de Angola para que analisem o caso e encontrem uma solução que permita o enquadramento dos efectivos abrangidos no estatuto orgânico das especialidades.
Os denunciantes reiteram que continuam a desempenhar as suas funções com dedicação e no cumprimento da missão de garantir a segurança da sociedade angolana.
Em resposta, o porta-voz da Polícia Nacional na província de Benguela, superintendente-chefe Ernesto Tchiwale, disse que a corporação na região, no processo de promoção, não deixa ninguém de parte. Ernesto Tchiwale, recomendou igualmente que, havendo algum caso particular, os efectivos em causa devem remeter por escrito, ao comandante provincial da Polícia Nacional em Benguela, para que a situação seja analisada caso a caso.








