Adolescente de 17 anos morre no Hospital Geral de Benguela após ser atingido com pedra na cabeça na Praia Azul por elemento ainda não identificado - Polícia garante que está a investigar
Um adolescente de 17 anos de idade, que em vida respondia pelo nome Simão Chigando, morreu na quarta-feira (11), no Hospital Geral de Benguela, após ter sido atingido com uma pedra na cabeça, arremessada por elemento de um grupo ainda não identificado.
Por: Laurentino Tchatuvela
De acordo com o irmão do malogrado, que preferiu não se identificar, o caso aconteceu no passado domingo (8), quando a vítima, a convite de amigos, deslocou-se à Praia Azul, em Benguela, para participar numa actividade recreativa.
Explicou que no local, encontravam-se vários grupos provenientes de diferentes bairros, entre eles as “Mamãs da OMA”, “Botões”, “Kilombo” e “Ceta Nova”.
Referiu que, um elemento do grupo Ceta Nova aproximou-se de um jovem do bairro 4, tendo iniciado uma discussão que rapidamente evoluiu para agressões físicas.
O irmão da vítima disse que um indivíduo apareceu com uma pedra e arremessou-a, alegadamente com intenção de atingir o amigo do adolescente.
Sublinhou que, a pedra acabou por atingir Simão Chigando na cabeça, fazendo com que este caísse imediatamente ao solo.
Os amigos ainda tentaram reanimá-lo, despejando água sobre o seu corpo, mas sem sucesso.
Posteriormente, levaram-no para um posto médico próximo da Baía Azul, onde recebeu três balões de soro, tendo recuperado momentaneamente e regressado à casa.
Porém, conta o familiar, já em casa, por volta das 20 horas de domingo, o adolescente começou a queixar-se de fortes dores no braço, mas não contou à família que tinha sido atingido na cabeça.
Na sequência, foi levado a um posto médico do bairro 4, onde recebeu uma injecção para aliviar a dor.
Durante a madrugada, o estado de saúde agravou-se e, devido às dificuldades de assistência médica durante a noite, a família decidiu levá-lo, por volta das 5 horas de segunda-feira (9), ao Hospital Municipal de Benguela.
Conforme o irmão, o adolescente permaneceu algum tempo sem assistência médica e medicamentosa, apesar de apresentar um quadro clínico preocupante.
Mais tarde, uma jovem que esteve com o grupo na praia esclareceu à família que Simão havia sido atingido com uma pedra na cabeça, facto que levou os familiares a solicitar a transferência do adolescente para o Hospital Geral de Benguela.
Por volta das 11 horas de terça-feira, a transferência foi finalmente autorizada.
Já no banco de urgência do hospital geral, um médico avaliou o caso e solicitou a realização urgente de um TAC, tendo realçado que o impacto na cabeça tinha sido muito forte e que havia sangue a atingir parte do cérebro.
Na sequência, o adolescente entrou em estado de coma e foi encaminhado para o bloco operatório por volta das 15 horas.
Na quarta-feira, por volta das 11 horas, os médicos comunicaram à família que o paciente não resistiu aos ferimentos e acabou por morrer.
O familiar espera que, o autor da agressão seja identificado, apelando igualmente para que os responsáveis do mesmo, devem se manifestar para que prestem algum apoio à família neste momento de dor.
O presumível agressor pertence a um grupo denominado “URP”, na zona da Ceta Nova.
O irmão do malogrado afirmou ainda que a família atravessa um período de grande sofrimento, uma vez que, nos últimos meses, registaram-se três mortes entre parentes próximos.
"Em Janeiro do ano em curso, no dia 26, o irmão do Simão foi baleado no bairro 4, em Fevereiro por indivíduo não identificado, no dia 10, perdemos o tio do Simão, que foi morto à facada no bairro do Caloómbo por "Edy Eli" que se encontra preso em Benguela ele é do Sambizanga em Luanda", notou.
"Há informação que ele só está em Benguela a seis meses porque assaltou uma residência em Luanda e tirou vida de duas pessoas, já na quarta-feira, o Simão morreu depois de ser atingido com uma pedra na cabeça”, frisou.
À margem do caso, contactado pelo Na Mira do Crime, o porta-voz da Polícia Nacional em Benguela, superintendente-chefe Ernesto Tchiwale, explicou que o incidente ocorreu na Praia Azul, quando um grupo de adolescentes e outros jovens realizava uma excursão recreativa no local.
O oficial disse que, durante a actividade, surgiram desentendimentos entre os presentes, que resultaram em agressões recíprocas e arremesso de objectos.
Ernesto Tchiwale esclareceu ainda que, quando a polícia chegou ao local, os envolvidos já tinham colocado-se em fuga, facto que impossibilitou a detenção imediata do presumível autor da agressão.








