Morte de agente da Polícia em serviço levanta suspeitas: Família denuncia irregularidades no processo e pede justiça
A família do agente da Polícia Nacional, Adelino Alfredo Nungava, denuncia irregularidades e falta de esclarecimentos em torno da morte do efectivo, ocorrida na madrugada do dia 24 de Janeiro do ano em curso, no município de Belas, em Luanda.
Por: Débora Manuel
Segundo o relato da irmã da vítima, Sheila de Fátima António, o agente encontrava-se em missão de serviço, por volta das 3horas da madrugada, quando se deslocava com dois colegas para buscar água numa cantina, tendo sido atropelado mortalmente por uma viatura de cor branca que, após o embate, colocou-se em fuga.
De acordo com a família, um dos colegas que acompanhava a vítima também foi atingido e encontra-se atualmente debilitado, com lesões graves. Após o ocorrido, o corpo do agente foi removido do local sem a presença dos familiares, situação que tem gerado indignação.
A família questiona ainda o facto de o agente ter sido retirado a farda no momento da recolha, apesar de se encontrar em serviço.
“Não sabemos se este é o procedimento correto. O meu irmão morreu em serviço, fardado, e quando o encontramos já não estava com a farda”, afirmou a irmã. Outro ponto que levanta dúvidas está relacionado com o desaparecimento dos pertences da vítima, incluindo documentos pessoais como o Bilhete de Identidade e o cartão multicaixa.
Segundo a família, a carteira foi posteriormente encontrada na posse de um segurança nas imediações do local do acidente, sem que, alegadamente, tenham sido prestados esclarecimentos sobre como o objeto foi parar às suas mãos.
A família afirma ainda que testemunhas no local terão presenciado o atropelamento, mas recusam-se a fornecer detalhes como a matrícula da viatura, alegando que essa responsabilidade cabe às autoridades.
O processo encontra-se sob instrução no Comando do Kilamba, sendo conduzido por um instrutor identificado como Adelino Londa.
No entanto, segundo a denunciante, há alegações de que o caso seria encaminhado ao Serviço de Investigação Criminal, na área de acidentes, o que, até ao momento, ainda não se concretizou.
Diante das circunstâncias, a família levanta suspeitas sobre a possibilidade de a morte não ter sido um simples acidente, defendendo a necessidade de uma investigação mais aprofundada.
“Queremos justiça. Há muitos pontos por esclarecer. Não acreditamos que tenha sido uma morte normal”, afirmou a irmã.
família apela às autoridades competentes para que o caso seja devidamente investigado e que sejam prestados esclarecimentos claros sobre as circunstâncias do atropelamento, bem como sobre os procedimentos adotados após a morte do agente. Até ao momento, não há um posicionamento oficial das autoridades sobre o caso.








