Chocante! - Adolescente de 14 anos violada e seus órgãos genitais amputados por um vizinho no Kilamba
Uma adolescente de 14 anos de idade, cujo nome não foi divulgado, foi abusada sexualmente e teve os órgãos genitais amputados com lâmina por um suposto vizinho, de 27 anos de idade, identificado por Nelito Jorge.
O crime terá ocorrido quando a menor se encontrava a urinar numa casa abandonada, a poucos metros da sua residência, na noite de terça-feira, 10 de Fevereiro, no bairro Bita Mucula Ngola, município do Kilamba.
Por: Adão Paxi
De acordo com Paulo Martins, pai da vítima, que falou em exclusivo ao Na Mira do Crime, o crime ocorreu por volta das 21 horas, quando a menor se dirigiu a uma residência abandonada, localizada a poucos metros da sua casa para urinar.
“A mãe chegou por volta das 18 horas da praça e encontrou a filha a preparar o jantar. Naquele momento, o gás tinha acabado, e a mãe mandou-a comprar pão na padaria.
Ao chegarem à padaria, só encontraram quatro pães, então a menina decidiu comprar carvão. Após o jantar, enquanto brincava no quintal com as irmãs, sentiu vontade de urinar.
Dirigiu-se à casa de banho, mas, como o seu irmão menor estava a utilizá-la, teve de sair do quintal e ir a uma casa abandonada, localizada a poucos metros de casa, quando foi atacada com uma pedra na cabeça enquanto urinava”, detalhou.
De acordo com o nosso entrevistado, ferida e atordoada, a menor foi obrigada pelo acusado, a tomar um comprimido, que se supõe ser droga. “Ele levou a menina até à sua casa, e ela já não se reconhecia”, explicou. Segundo a vítima, após ter sido atingida com uma pedra, questionou quem a teria agredido.
O acusado, supostamente seu vizinho, surgiu e assumiu o acto, oferecendo-se para ajudá-la, mas proferindo ameaças de morte. Inicialmente, entregou-lhe um comprimido, alegando tratar-se de um analgésico para aliviar a dor.
No entanto, a substância seria, na realidade, uma droga.
O acusado terá abusado sexualmente da vítima e, posteriormente, utilizado uma lâmina para provocar ferimentos graves nos órgãos genitais e noutras partes do corpo, numa acção que visava intimidá-la para que não denunciasse o crime.
“Pediu-me para o acompanhar até à sua casa para beber água. Após beber, deixei de me reconhecer. De seguida, ameaçou-me para que não contasse nada à minha mãe.
Não sei se foi ele quem me deu algo, porque o comprimido era muito pequeno.
Fiquei com dores de cabeça e parecia que estava a ficar maluca. Começou a me roçar nos seios", relatou a vítima.
Diante da situação, notando a ausência da adolescente, a família começou a procurá-la, tendo sido localizada às 6 horas do dia seguinte, na mesma casa abandonada, em estado de choque e inconsciente. De seguida, a menor foi conduzida à unidade hospitalar mais próxima, onde recebeu os primeiros socorros.
Paulo Martins disse ainda que, após deixar a menor ao hospital, a família dirigiu-se à 52.ª Esquadra para registar a participação.
Após diligências e detenção do presumível autor, disse o pai, a procuradoria terá supostamente determinado que o jovem pedisse desculpas ao pai da menina, com o objectivo de se retirar a queixa.
Para surpresa do pai da vítima, no dia 9 de Março, ao dirigir-se à esquadra para se inteirar sobre o andamento do processo, foi informado na recepção que o indivíduo já se encontrava em liberdade.
"Contactei a procuradora, responsável pelo caso, que afirmou que o suspeito estaria na Comarca de Viana. Dirigi-me até à comarca, mas fui informado na recepção que não havia qualquer registo do indivíduo", disse.
O Na Mira do Crime contactou a Procuradoria-Geral da República (PGR) junto da 52.ª Esquadra do Kilamba-Kiaxi, na pesssoa da Digníssima Eusébia, que afirmou conhecer o caso e explicou que o indivíduo foi conduzido ao juiz de garantia do Tribunal da Comarca de Belas.
"Aconselho aos pais que se dirijam ao Tribunal da Comarca de Belas, no Benfica, onde os juízes de garantias poderão fornecer informações detalhadas sobre o processo e sobre a medida aplicada ao arguido, mediante o número do processo”, esclareceu a procuradora.









