Já foi despromovido - Mais acusações recaem sobre o chefe das operações da Polícia no Bengo acusado de receber dinheiro para enquadrar cidadãos na polícia
Uma cidadã nacional que atende pelo nome Isabel Malongo denuncia um esquema de corrupção na Polícia Nacional, liderado por um suposto oficial da corporação na província do Bengo, identificado por Carlos dos Santos, que terá recebido valores monetários de um grupo de cidadãos com promessas de enquadrá-los na estrutura do Ministério do Interior naquela província.
Por: Alfredo dos Santos Talamaku
Isabel Malongo, uma das vítimas, disse que, em 2023, uma senhora identificada apenas por Domingas Mikuixi Gama, conhecida também por Tia Milú, lhe terá apresentado uma outra senhora conhecida por "Tia Regina", que disse dispôr de vagas para enquadramento na polícia, por meio do senhor Carlos dos Santos, Chefe das Operações do Comando Provincial da Polícia Nacional no Bengo.
"Somos, no total, seis pessoas que fomos contactadas pela tia Regina. Ela pediu-nos 300 mil Kwanzas cada pessoa para sermos enquadrados na polícia, por meio do chefe Provincial das operações", contou, acrescentando que não conhece o senhor, e dada a demora no cumprimento da promessa, decidiu fazer uma participação no Comando Municipal da Polícia no Capalanga, em Luanda.
"Eu fui fazer uma denúncia na Esqudra, porque as duas senhoras estavam a dar muitas voltas, inclusive levaram-me a pessoas que negaram ser os mandantes da recepção do dinheiro", disse. Graças à insistência, lhe foi dado o número de telefone do chefe das operações e ligou para ele, enquanto esteve na esquadra a fazer a denúncia.
O acusado pediu que retirasse a queixa e prometeu devolver o dinheiro, mas até hoje não cumpriu a promessa.
A cidadã avançou ter já o número do processo e a senhora Regina foi notificada pela polícia no Capalanga.
"A senhora disse que fez a entrega do dinheiro ao chefe das operações, e prometeu tudo fazer para pressioná-lo a devolver, mas até agora, nada. O número do Processo que abri no Capalanga é o 2888/25, mas o meu dinheiro não pode ficar assim, por isso eu peço às pessoas de direito que me ajudem a resolver a situação", pediu. Contactado pela nossa reportagem, por via telefónica, o Director do gabinete jurídico do Comando Provincial do Bengo da Polícia Nacional, Superintendente Augusto Pecelas Watatela, garantiu que o oficial em causa é recorrente em tais práticas e garantiu que medidas disciplinares já foram tomadas mediante outros casos semelhantes.
"Ele foi despromovido e adicionais medidas estão em curso contra ele. Este é um caso novo para nós, então aconselho os afectados a recorrem à Polícia Judiciária na província do Bengo e abrir uma participação", orientou.











