Efectivos da Polícia a bordo do patrulheiro n° 1401 - LDA 20 - 59- AG - Abandonam sete cidadãos (com Uma mulher grávida) a noite numa zona perigosa - Bandidos surgiram minutos depois com arma de fogo e cometeram assalto
Uma cidadã nacional, que pediu anonimato, denuncia ter sido vítima de um assalto, no passado dia 22 de Março do ano em curso, quando se encontrava na via pública, município do Belas, nas imediações do Monte, sentido Benfica/Bela vista, em companhia de mais sete pessoas, dentre as quais um suposto efectivo da Polícia Nacional com a mulher grávida que teve o seu telefone subtraído pelos marginais.
Por: Alfredo dos Santos Talamaku
O episódio ocorreu por volta das 21 horas, quando um cidadão fazendo serviço de moto-taxi com uma motorizada de três rodas que seguia o sentido Benfica/Bela vista, com cerca de sete pessoas a bordo, terá sido interpelado por supostos agentes da polícia, nas imediações do Monte, que se faziam transportar por uma viatura patrulha de marca Land Cruiser, com o número do 1401, matrícula LDA 20 - 59- AG.
"O motoqueiro tentou encostar a motorizada quando os agentes o interpelaram, mas um dos agentes fez o sinal de que ele podia continuar a marcha. Minutos depois, já em marcha, fomos
surpreendidos pela mesma viatura de patrulha da polícia em perseguição a motorizada da qual viajávamos", contou, acrescentando que o motoqueiro recebeu ordem de parar e parou antes do entroncamento que dá acesso ao bairro Bela Vista.
O motoqueiro foi levado pelos supostos agentes da polícia enquanto os passageiros foram abandonados na via pública, considerada perigosa e sem iluminação, onde os marginais os surpreenderam.
A cidadã disse que, antes, um dos passageiros que se identificou como sendo polícia tentou negociar com os seus colegas para que não abandonassem os passageiros naquele local, pelo perigo que representava.
"Ele estava à paisana, acompanhado da esposa em estado de gestação, e dirigiu-se ao chefe da patrulha, um 2.º sub-chefe para pedir que não nos deixassem aí porque era muito inseguro, mas foi ignorado. Então, fez uma ligação para o chefe das operações da Esquadra do Mundial e, em menos de cinco minutos, a viatura patrulha voltou, mas já tinhamos sido assaltados por dois indivíduos a bordo de uma motorizada de duas rodas, munidos de uma arma de fogo", explicou.
Segundo a nossa entrevistada, o assalto foi muito rápido: os bandidos chegaram e apontaram a arma para os passageiros e anunciaram o assalto.
"Pediram dinheiro e outros meios, mas como estavam apressados, assim que o agente da polícia entregou os telemóveis os marginais foram embora, em velocidade", recordou.
A nossa reportagem conseguiu contactar o suposto agente da polícia que teve o telemóvel roubado. Em declarações ao Na Mira do Crime, José Frederico Gaspar confirmou a ocorrência e avançou já ter recorrido à inspecção do Comando Municipal da Polícia do Belas para o devido tratamento.
"Falei com o Segundo Comandante Municipal, que é o delegado em exercício, e conduziu-me à área da inspecção, por coincidência, assim que eu me encontrava na sala, o colega que estava a chefiar a viatura, um 2.º sub-chefe, apareceu, parece que foi a busca de um documento".
Ele considera que os seus colegas agiram de má-fé, porque colocaram os passageiros em perigo, ao serem abandonados numa zona viciada pelos bandidos.
Contactada pela nossa reportagem, a Porta-voz interina do Comando Provincial da Polícia em Luanda, Terceira Sub-chefe, Madalena Seixas Visconde Dias Costa prometeu pronunciar-se tão logo seja possível.








