No Cazenga: Bandido "TDV" dos "Caso Porra", acusado de tentativa de homicídio com recurso a arma branca contra uma anciã de 63 anos durante assalto colocado em liberdade quatro dias depois
Um cidadão de nome Tadeu, criminalmente conhecido por "TDV", membro do grupo de marginais denominado "Caso Porra", está a ser acusado de tentativa de homicídio com recurso a arma branca (catana), onde é vítima a cidadã Luzia Manuel Cristóvão da Silva, anciã de 63 anos de idade, por sinal sua vizinha, durante um assalto na via pública.
Por Kihunga Bessa
Falando em exclusivo ao jornal Na Mira do Crime, Esperança Graça, terceira filha da vítima, conta que Tadeu é filho de um agente da Polícia Nacional, afecto ao Comando Provincial de Malanje, e o facto terá ocorrido no pretérito dia 4 de Março, por volta das 5 horas e 40 minutos, quando a sua progenitora saiu de casa para ir ao serviço e, de repente, deparou-se com o acusado defronte ao portão do seu quintal.
"A minha mãe quando saiu, encontrou-o sentado em frente ao nosso portão e ainda o saudou. Quando a mãe deu alguns passos, ele seguiu por trás com uma catana e anunciou o assalto, subtraindo o telemóvel e outros pertences dela", informou. Em acto contínuo, disse a nossa entrevistada, o marginal para atormentar a vítima, sendo sua vizinha, desferiu-lhe golpes de catana no braço, com a intenção de matá-la, para que não fosse denunciado.
"Ele desferiu golpes de catana na região da cabeça da mãe, mas, felizmente ela colocou a mão, provocando ferimentos graves e evitando o pior", disse.
Explicou ainda que, depois da acção, o marginal abandonou o local, bem como a sua residência, visto que ambos são vizinhos, tendo sido capturado pelos familiares quatro dias depois e levado sob custódia à esquadra do Antonov, onde inicialmente foi aberto um processo n° 779/DIC- CZ/126. De acordo com a família, o criminoso permaneceu na esquadra quatro dias e, posteriormente, foi transferido para o Comando Municipal do Cazenga.
A entrevistada informou que o bandido apenas ficou detido no Comando Municipal do Cazenga alguns dias e foi posto em liberdade sem qualquer informação à família lesada, no caso a queixosa, que está revoltada e clama por justiça.
"Durante estes dias em que esteve no Comando, dirigíamo-nos lá para dar seguimento ao processo; davam-nos muitas voltas e, depois, vimo-lo a deambular pelas ruas.
Voltámos à esquadra, questionámos o porquê da soltura do indivíduo e fomos informados que não foi a polícia, mas sim o Ministério Público", lamentou.
Concluiu que é lamentável que o indivíduo cometa um crime desta magnitude e, depois de detido, em menos de uma semana seja posto em liberdade porque o seu pai já trabalhou na esquadra do Antonov.








