No Icolo e Bengo: Administração do Calumbo e Comandante da esquadra do Zango-I acusados de alegadamente se apropriarem de um terreno de 16 hectares e efectuar detenções arbitrárias
A cidadã Julieta Alberto Jimbinza, de 60 anos de idade, acusa a administração municipal do Calumbo e o comandante da esquadra do Zango-I, na província do Icolo e Bengo, de abuso de poder por alegadamente se apropriarem de um terreno de 16 hectares localizado na zona do Kikuxi II, além de promoverem supostas detenções arbitrárias, tendo sido vítima o cidadão Mateus Bento Francisco, proprietário da construtora M.F. e o seu sócio Vasco Miranda Paím.
Por: Kihunga Bessa
Segundo relato da suposta proprietária, terá adquirido o espaço no longínquo ano de 1975, das mãos de seus pais, que, na altura, desenvolviam actividades agrícolas desde 1968.
"Eu nasci aqui, onde os meus pais trabalhavam; inclusive, ambos morreram neste local, onde estão as suas sepulturas, e foi deles que herdei o espaço", disse.
Acrescentou que, após ter herdado o espaço, procedeu à legalização do mesmo na antiga Administração Municipal de Viana, onde lhe foi concedido o título de superfície, o croquis de localização, o registo predial, entre outras documentações.
Julieta informou que, em 2023, terá concedido a posse do terreno ao senhor Mateus Bento Francisco, proprietário da construtora M.F., através de um contrato celebrado para a implementação de moradias, sendo que uma parte seria destinada à proprietária do espaço.
Salientou que o espaço foi invadido por um grupo de indivíduos que alegam ser membros da administração municipal do Calumbo, sob protecção de alguns agentes da Polícia Nacional afectos à esquadra do Zango I, que estariam a colocar casebres alegadamente para reassentar famílias que serão removidas da rotunda do Zango II.
De acordo com a denunciante, logo que o proprietário da construtora e o seu sócio tomaram conhecimento da invasão, na manhã do dia 10 do mês corrente, dirigiram-se ao local no sentido de obter informações sobre o que se passava. Conta a cidadã que foram imediatamente detidos e conduzidos às celas da esquadra do Zango I e, consequentemente, encaminhados para a Direcção do Serviço de Investigação Criminal do Zango-8 Mil, sem qualquer crime aparente, alegadamente por ordem da administração.
Julieta clama por justiça e pela intervenção dos órgãos competentes, no sentido de lhe ser devolvido o espaço.
Após a denúncia, o Na Mira do Crime deslocou-se à Administração Municipal de Calumbo para obter mais informações sobre as acusações que pesam sobre aquela instituição e, através de um funcionário do Gabinete de Comunicação e Imagem, identificado apenas por Ediandre, foi garantido que haveria um pronunciamento em breve.








