Um morto e 200 feridos em manifestação contra a corrupção no Iraque
Primeiro-ministro iraquiano ordenou recolher obrigatório em Bagdad
Este recolher obrigatório de "veículos e pessoas em Bagdad" entra em vigor às 05:00 locais (03:00 em Luanda).
Para hoje foi declarado também dia de folga para os funcionários públicos em Bagdad, incluindo na "Zona Verde", onde se situa a Embaixada dos Estados Unidos e o parlamento, por blocos de betão e barreiras militares.
Nove pessoas foram mortas e centenas ficaram feridas nas últimas 24 horas no Iraque, onde milhares marcharam na quarta-feira pelo segundo dia consecutivo contra a corrupção, o desemprego e a deterioração dos serviços públicos.
Oito manifestantes e um polícia foram mortos a tiro na terça e quarta-feira em Bagdad e na cidade de Nasiriyah.
As manifestações contra o poder têm sido frequentes no Iraque, mas após a chegada ao poder de Abdel Mahdi, em 25 de outubro de 2018, nenhum protesto espontâneo tinha registado a atual adesão.
Nenhuma organização, nenhum partido político ou líder religioso esteve na origem dos apelos aos protestos, que recentemente se propagaram pelas redes sociais.
A representante da ONU no Iraque, Jeanine Hennis-Plasschaert, referiu estar "muito inquieta" e exortou à "contenção", um apelo também emitido pelo Presidente do país, Barham Saleh, que apelou a manifestações "pacíficas" e justificou a ação policial.
A Comissão dos Direitos Humanos do parlamento denunciou a existência de uma "repressão" e disse que "os responsáveis devem prestar contas".
O chefe do parlamento exigiu um inquérito, à semelhança de Moqtada Sadr, o influente líder xiita e forte crítico da corrupção endémica no país do Médio Oriente.











