Tragédia no Cazenga: agentes da Polícia da esquadra do Antonov acusados de matar uma jovem de 19 anos com tiro na cabeça
Uma cidadã nacional, que em vida respondia pelo nome Carolina Domingos, de 19 anos de idade, moradora da Rua António Carneiro, município do Cazenga, morreu na madrugada desta quarta-feira, 15, depois de ser atingida por disparos de arma de fogo na região da cabeça. Familiares acusam agentes da Polícia Nacional colocados na esquadra do "Antonov", de serem os protagonistas da acção, quando tentavam dispersar uma rixa entre grupos rivais.
Por: Kihunga Bessa
Segundo relatos de familiares e testemunhas, o facto aconteceu por volta da 1 hora da madrugada deste dia, quando, durante uma rixa protagonizada entre dois grupos de marginais rivais, culminou na morte de um jovem de nome Tonilson João António, de 22 anos, membro de um dos referidos grupos.
Inês Miguel, vizinha da vítima, conta que, após as autoridades tomarem conhecimento da situação que ali se passava, dirigiram-se ao local para intervir e capturar os envolvidos.
Para dispersar a população que se encontrava na rua, efectuaram seis disparos, um dos quais atingiu a infeliz na região da cabeça, causando a sua morte imediata.
“Eles chegaram e começaram logo a disparar à queima-roupa, e um dos tiros atingiu a vizinha na cabeça, mesmo vendo que a rua estava abarrotada, porque as pessoas saíam das casas ao aperceberem-se da morte de um dos integrantes dos grupos que lutavam”, disse.
Acrescentou que, após o incidente, os agentes da Polícia Nacional abandonaram o local, sem querer prestar qualquer apoio.
Salientou que, em seguida, os moradores, consternados e revoltados com a situação, em acto de retaliação, dirigiram-se até à zona do “Só Miguel”, onde vandalizaram cerca de cinco residências pertencentes a membros dos grupos rivais.
Na manhã desta quarta-feira, 15, a família dirigiu-se ao comando municipal do Cazenga, onde participou a ocorrência, aguardando pelo número do processo e pelo pronunciamento das autoridades.
Familiares e vizinhos clamam por justiça e que os autores sejam responsabilizados criminalmente.
Importa referir que a vítima tinha o seu noivado marcado para Setembro do ano em curso, e deixa uma filha de apenas um mês de vida.








