Suposto militar das acusado de burlar 130 mil Kwanzas de um jovem com promessas de enquadramento na Polícia Nacional ou nas FAA
Um cidadão nacional identificado por Miranda Tabumbeke "Mau Mau", suposto efectivo das Forças Armadas Angolanas (FAA) está a ser acusado de ter burlado 130 mil Kwanzas a um jovem, com promessas de enquadramento no quadro de efectividade do Ministério do Interior ou das Forças Armadas Angolanas (FAA).
Por: Alfredo dos Santos Talamaku
A vítima, identificada por Jesus Alberto, residente no Golf-02, avançou ao Na Mira do Crime que terá conhecido o suposto militar por meio de um vizinho e, no momento, apresentou-se como militar das FAA.
"Apresentou-se como militar e disse que estava colocado nas imediações da Polícia Militar e, mais tarde, disse-me que tinha sido transferido para o Quartel General", contou.
"Parecia ter se tornado um amigo, e como eu me encontrava desempregado, alegou que a única forma de ajudar-me seria colocar-me como efectivo da polícia. Pediu-me 400 mil kwanzas, eu não tinha, tentei dar-lhe a minha motorizada, mas negou e disse que se eu conseguisse pelo menos 130 mil Kwanzas facilitaria o processo. Então, fiz um empréstimo e dei-lhe 80 mil em mãos e fiz uma transferência de 50 mil Kwanzas, no mês de Setembro de 2025", explicou.
No princípio de 2026, Jesus Alberto disse ter descoberto que o suposto amigo militar estaria em parte incerta ao ter abandonado a casa onde vivia.
"Começou a inventar muitas desculpas, por vezes não atendia as minhas ligações; fui à casa dele no Bita, disseram que ele mudou-se para o Zango-3", afirmou, acrescentando que tentou procurar por ele várias vezes, tentando localizar a casa dele.
Chegou a ir para onde ele disse que trabalhava, também não o encontrou. "No mês de Fevereiro, tentei ligar para ele e atendeu, pedi o dinheiro de volta, e ele prometeu devolver, no mês de Março. Infelizmente, não cumpriu", lamentou.
A nossa reportagem contactou via telefónica o senhor Miranda Tabumbeke "Mau-Mau", no final do mês de Março, que assumiu ter recebido o dinheiro já que tinha a possibilidade de enquadrar pessoas tanto no Ministério da Defesa como no ministério do interior.
"Eu recebi o dinheiro, sim, mas não sou burlador tal como ele afirma. O que se passa é que ele não tem calma, o processo leva tempo, mas ele não tem paciência, pediu o dinheiro de volta e eu o vou devolver com o meu salário de Março", prometeu.
Passadas duas semanas após termos mantido o contacto telefónico com o acusado a nossa equipa voltou a contactar a vítima. "Devolveu-me 40 mil Kwanzas, mas disse que não daria o restante do dinheiro por eu lhe ter denunciado ao Na Mira do Crime e que eu podia me queixar onde quisesse. Estou sem chão, porque eu tive que contrair uma dívida para conseguir dinheiro e, agora, ele se comporta feito um marginal", clamou.
Tentamos contactar, outra vez, o implicado que prefere não atender as nossas ligações telefónicas.











