IGAE mandou accionar o Na Mira do Crime: Funcionários da Loja de Registo do Zango- 4 cobram 90 mil kwanzas por procuração que custa apenas Akz 12.445
Há três semanas, que a cidadã Maria Kitumba tenta tratar uma procuração no valor de 12.445 kwanzas, na Loja de Registo do Zango-4. A denunciante não consegue obter o documento porque dois funcionários estão a cobrar um total de 90 mil kwanzas para que ela receba o documento.
Por: Solange Figueira
De acordo com a denunciante, por se recusar a pagar os valores exigidos, estava a ser bloqueada e impedida de tratar o documento. Os funcionários em questão foram identificados pelos primeiros nomes de Cristóvão e Vera.
Segundo Maria Kitumba, a funcionária Vera pediu-lhe 30 mil kwanzas e o funcionário Cristóvão pediu 60 mil kwanzas.
No entanto, sabendo o valor certo dos documentos, e estando cansado das voltas, na manhã desta terça-feira terá ligado a Inspecção Geral da Administração do Estado (IGAE), que por sua vez, explicou a nossa entrevistada, foi orientada a contactar a linha de atendimento do Jornal Na Mira do Crime para resolução célere do caso, o que prontamente atendida.
Após mantermos contacto com a denunciante, uma equipa do jornal Na Mira se deslocou até ao local e ouviu a preocupação da cidadã.
"Eu não conhecia estes funcionários. Fui apenas tratar o documento como uma cidadã comum. O senhor Cristóvão abordou-me à porta e perguntou o que eu queria tratar. Disse-lhe que pretendia tratar uma procuração.
Logo de seguida, ele afirmou que eu não precisava de pagar o RUPE porque tinha um comprovativo já pago, e que teria de lhe dar 60 mil kwanzas. Fui para casa e voltei na semana seguinte.
A Dona Vera chamou-me e disse que, para tratar o documento, eu tinha de pagar 30 mil kwanzas. Por ter negado a pagar, começaram a dar-me voltas e a bloquear-me.
Há três semanas que não consigo tratar o documento. Não é a primeira vez que trato este documento. Sei que devo pagar nas contas do Estado. Eles são corruptos e querem extorquir-me, por isso não me atendem", relatou.
Depois de ouvir a denunciante, a nossa equipa de reportagem deslocou-se até à Loja de Registo em referência e confirmou que os dois funcionários mencionados realmente trabalham naquela repartição e que este acto é recorrente.
De acordo com utentes ouvidos pela nossa equipa de reportagem, não é a primeira vez que os mesmos alegadamente cobram dinheiro aos utentes, de forma ilícita.
Após desvendarmos todo esquema, ouvimos também a versão de uma fonte da direcção da reparação, que confirmou os factos.
"Estamos a lutar para combater a corrupção dentro desta repartição. Desde a nossa chegada, diminuiu consideravelmente, mas temos que fazer mais. Peço apenas desculpas à denunciante e me predispinho a ajuda- la", assegurou a responsável.











