Efectivos do DIIP acusados de subtrair mais de 15 mil dólares e várias joias de um cidadão libanês durante operação numa residência no Condomínio Pelicano
Cerca de seis efectivos do Departamento de Investigação de Ilícitos Penais (DIIP), em Luanda, estão a ser acusados de subtrair uma quantia em valores monetários de 15 mil dólares e mais de 700 mil kwanzas a uma família de cidadãos libaneses, no interior de uma residência localizada no Condomínio Pelicano, município da Camama, na tarde desta quinta-feira, 23, além de levarem jóias e procederem à detenção de dois funcionários de uma empresa de construção civil, um dos quais de nacionalidade libanesa.
Por: Kihunga Bessa
De acordo com o relato do proprietário da residência, que falou sob anonimato ao jornal Na Mira do Crime, o facto ocorreu por volta das 13 horas, quando seis supostos efectivos deste órgão, que se faziam transportar numa viatura da marca Toyota, modelo Land Cruiser, arrombaram a porta da referida residência, introduziram-se na mesma, agrediram a sua esposa e efectuaram revistas na casa, onde terão encontrado o dinheiro e as jóias em causa.
Informou ainda que o seu filho terá caído de mau jeito numa das piscinas e, face à gravidade do caso, foi socorrido até à Clínica Girassol, onde foi assistido, tendo-lhe sido recomendadas outras consultas para prevenir situações futuras em função da queda, embora agora esteja bem.
“Eu sou proprietário de uma empresa de construção civil, quando tomei conhecimento que a minha mulher sofre de diabetes, achei conveniente guardar algum dinheiro e mandá-los para o exterior do país, para fazerem os devidos tratamentos. Desde que fiquei a saber comecei a preparar o dinheiro para viagem de três pessoas”, disse.
Acrescentou que, após retirarem o dinheiro, os efectivos procederam à detenção do seu conterrâneo, que está em Angola há dois anos, e, quando os seus funcionários tomaram conhecimento do assunto, dirigiram-se até à residência no intuito de saber o que se passava; e foi também detido o contabilista da sua empresa e conduzido até a uma das esquadras do município da Maianga.
Segundo o nosso entrevistado, que vive em Angola há mais de 10 anos, que diz de forma legal, até ao momento desconhece as motivações que levaram tais efectivos a invadir a sua casa e pede esclarecimentos por parte das autoridades.
“Na altura dos factos eu não me encontrava em casa, mas não gostei da maneira como a minha residência foi vandalizada”, disse.
O Na Mira do Crime contactou o porta-voz do DIIP, intendente Quintino Ferreira, Para saber mais sobre o assunto, e , este, avançou ter sido uma acção legítima dos efectivos da Direcção de Investigação de Ilícitos Penais, cumprindo um mandado de busca, revista e apreensão.








