Estão no Porto de Luanda: Duas polícias estão a ser acusadas de burla de mais de 1 milhão de kwanzas com promessa de enquadramento no MININT
Um cidadão nacional, de 28 anos de idade, que preferiu anonimato, residente no bairro Maria Eugênia Neto, município da Camama, foi alegadamente burlado em mais de um milhão de Kwanzas por duas supostas agentes da polícia afectas ao Porto de Luanda.
Por: Cambuta Vieira
Segundo relatos do queixoso, lhe foi apresentada uma das acusadas que responde por Alicura Patrícia Amorim Amaral, por um primo e, a posterior, passou a frequentar a casa da família, pois a mesma mantinha uma relação amorosa com o referido primo.
Na ânsia de adquirir o primeiro emprego, manteve contacto com a mesma que disse ser capaz de empregar pessoas no Ministério do Interior, com ajuda da sua amiga, Lisdália Cassessa.
A referida agente prometeu uma vaga na Polícia Nacional, alegando que a formação teria início em breve, tendo, o lesado pressionado a sua mãe no sentido de efectuar pagamento via bancária com a máxima urgência possível.
"A minha mãe transferiu o valor total de Akz 1.400.000,00 (um milhão e quatrocentos mil kwanzas) no fim de 2021 e no princípio de 2022, acreditando tratar-se de um processo legal de ingresso na corporação" mencionou.
Passados alguns meses, disse o nosso entrevistado, ainda no ano de 2022, foi ligando para saber do andamento do processo, mas esta, por sua vez, mandava sempre esperar pela
chamada. O tempo foi passando e a vítima começou a ser ameaçada pela implicada devido às constantes ligações telefónicas, exigindo o ressarcimento do seu dinheiro.
O denunciante afirma que depois de tanta espera, sem sucesso, decidiu, no final do ano de 2025, ir até ao posto policial onde partenciam as acusadas, localizado no interior do Porto de Luanda, onde foi atendido e aberto um processo disciplinar contra a Lisdalia, mas até ao momento não tem resposta positiva.
A equipa deste jornal mantém contacto via telemóvel com Alicura Patrícia Amorim Amaral que afirmou ter recebido os valores monetários na sua conta, mas que o dinheiro a posterior foi transferido para a senhora Lisdalia Cassessa, e que o jovem foi ao seu serviço.
Diante do seu chefe, Lisdalia afirmou que não tinha nada a ver, e foi assinado um termo de responsabilidade que passaria pela transferência de 100 mil Kwanzas mensais, mas que supostamente tem dado apenas 50 mil.
Alicura Patrícia afirma que recebeu os valores porque, a senhora Lisdalia Cassessa é uma amiga que lhe ajudou a entrar na polícia.
Tentamos contacto via telemóvel com a senhora Lisdalia Cassessa, mas esta não atendeu as 4 chamadas. Deixamos duas mensagens, também não respondeu.
Vale recordar que, segundo nossas fontes, Lisdalia Cassessa ostentava a patente de inspectora-chefe, e foi despromovida a inspectora.











