Mulher de 29 anos terá ingerido líquido tóxico que causou a sua morte: Família levanta suspeitas das circunstâncias e aponta dedo acusador ao marido
Uma jovem identificada como Maura Gaspar Miguel, de 29 anos de idade, morreu depois de ter ingerido um alegado produto anti-inseticida, no município da Camama, em Luanda. A família da malograda levanta suspeitas em torno das circunstâncias da morte e acusa o companheiro da vítima de alegadas agressões físicas e morais ao longo do relacionamento.
Por: Débora Manuel
Em entrevista ao Jornal Na Mira do Crime, Martina Marina, familiar da vítima, afirmou que a morte da jovem ocorreu depois da ingestão de um líquido tóxico que terá provocado falência dos órgãos.
Segundo a nossa entrevistada, apesar de a versão inicial apontar para suicídio, a família afirma ter dúvidas quanto às circunstâncias em que o produto foi ingerido.
“Nós não acusamos directamente ninguém, mas também não acreditamos facilmente que ela tenha ingerido aquilo sozinha”, afirmou.
De acordo com os relatos, Maura mantinha um relacionamento de vários anos com o companheiro, identificado como Hamilton, com quem teve recentemente um filho.
A família alega que, ao longo da convivência, a jovem sofria constantes agressões psicológicas e físicas.
A entrevistada contou que Maura chegou a ter um parto prematuro, situação que, segundo a família, teria ocorrido após alegadas discussões e episódios de tensão no relacionamento.
“Ela vivia muito pressionada psicologicamente. Muitas vezes ligava a pedir ajuda”, disse.
De acordo com Marina, no domingo em que ocorreu o caso, Maura terá entrado em contacto com parentes, alegadamente em estado de desespero.
“Ela ligou a pedir socorro. Depois só ouvimos gritos e frases como: vão me matar", contou.
Ainda segundo os familiares, minutos depois, um tio do companheiro da vítima terá entrado em contacto para afirmar que “não se passava nada” e que se tratava apenas de uma discussão de casal.
Pouco tempo depois, o próprio companheiro voltou a ligar, informando que Maura estaria a “espumar” após ingerir um produto tóxico.
Tempo depois de socorrida, ao chegarem ao hospital, encontraram a jovem em estado crítico.
“Os médicos disseram que o líquido ingerido era extremamente forte e que já havia poucas possibilidades de sobrevivência”, relatou.
Os familiares alegam ainda que existiam sinais anteriores de alegadas agressões dentro da relação, incluindo episódios de violência verbal e física.
Uma das parentes afirmou que Maura chegou a abandonar temporariamente a residência, após uma alegada agressão ocorrida diante de familiares.
“Ela dizia que queria sair daquela casa, mas depois acabava por voltar”, contou.
Durante a entrevista, os familiares também reagiram às declarações atribuídas ao companheiro da vítima, segundo as quais Maura enfrentaria problemas emocionais e episódios depressivos anteriores.
A família confirmou que a jovem teria passado por momentos difíceis no passado, incluindo um alegado episódio de violência sexual antes do relacionamento, mas contesta a versão de que isso justificaria o desfecho ocorrido.
“Ela teve momentos difíceis, mas isso não significa que merecia passar por tudo isso”, afirmou uma das entrevistadas.
Os familiares defendem que o caso seja investigado de forma aprofundada pelas autoridades competentes, para o esclarecimento das circunstâncias da morte.
“Nós só queremos justiça”, apelaram.
O Jornal Na Mira do Crime tentou ouvir o contraditório junto de familiares do companheiro da malograda, porém, uma das pessoas contactadas preferiu não prestar declarações.
O caso continua sob investigação das autoridades competentes.








