Adolescente de 17 anos agredida sexualmente por um suposto efectivo do SIC em Cacuaco - Acusado ameaçou mata-la se denunciar o caso
Uma adolescente de 17 anos de idade, identificada por Cândida Lussaty, residente no bairro do Kifangondo, município do Sequele, província do Icolo e Bengo, foi agredida sexualmente, no pretérito dia 12 de Abril do ano em curso, no município de Cacuaco, província de Luanda, alegadamente por um jovem que se fez passar por efectivo do SIC, identificado por Cobra, quando este bateu o portão de sua casa pedindo que Lussaty o acompanhasse até à esquadra policial.
Por: Cambuta Vieira
A vítima conta que no dia acima mencionado, por volta das 21 horas, terá se deslocado até à cantina comprar saldo, tendo a mesma regressado para casa, em menos de 5 minutos. O jovem Cobra bateu no portão de sua casa, alegando que era efectivo do Serviço de Investigação Criminal, e pediu à vítima que o acompanhasse sem dizer nada aos familiares, sob pena de ser agredida e espancada, contou Lussaty.
Durante o trajecto, o agressor foi questionando à vítima se conhecia um tal de "Crack das Bolas" e Santos, mas esta terá dito que não conhecia. Cobra pediu à rapariga para que colaborasse.
"Ele levou-me até a sua residência, onde mostrou-me várias fotografias, dentre elas a fotografia da minha tia, dizendo que não era à-toa que me seguiam", disse.
Já no interior da casa dele, este terá dito à vítima que já não a levaria para a esquadra, porque seria agredida e espancada pelos seus supostos colegas do SIC, sendo que, para tal, a vítima teria que colaborar em tudo que o agressor orientasse.
"Ele mandou-me despir e envolveu-se sexualmente comigo sem usar preservativo", denunciou.
Lussaty conta que por volta das 22 horas e 30 minutos, o agressor mandou-lhe vestir e orientou-a a seguir para a sua casa, tendo o mesmo se apropriado do seu telemóvel analógico e a ameaçado que se falasse a verdade sobre o ocorrido, ele e demais efectivos do SIC fariam busca e posteriormente matá-la.
"Se você falar a verdade, eu e os meus colegas vamos te matar e atiramos o teu corpo no quintalão, conforme temos feito com os corpos de outras moças", sentenciou.
A vítima realçou que, quando chegou à casa explicou tudo à família, mas por ser tarde, não se fez nenhuma demarche.
Na manhã do dia seguinte, conta, foram até à casa do agressor, onde obtiveram a sua fotografia.
A família foi também até ao comando municipal de Cacuaco da Polícia Nacional.
"Nós fomos até ao comando municipal de Cacuaco, fizemos a participação, mas mesmo com os resultados laboratoriais, até ao momento, não temos o número do processo, tudo está parado " lamentou.
A equipa deste jornal contactou fontes afectas ao comando municipal de Cacuaco, e estas orientaram que a família insistisse para se dar o devido tratamento.









