Jovem de 22 anos é morto à catanadas depois de brigar com um grupo de marginais nos Munlevos
Um cidadão nacional que, em vida, atendia pelo nome de António José Pundo, de 22 anos de idade, morreu no passado dia 10, depois de ter sido brutalmente agredido com armas brancas (catanas) e outros objectos contundentes por um grupo de indivíduos, alegadamente na sequência de um conflito antigo, no bairro Mirú, município dos Mulenvos, em Luanda.
Por: Débora Manuel
De acordo com relatos de familiares, o jovem regressava para casa depois de acarretar água para o consumo doméstico, quando se cruzou com um dos supostos agressores, identificado por Rodrigo Manuel Correia, conhecido por “Sta”.
Segundo a família, durante o encontro, o suspeito terá dirigido insultos à vítima, situação que acabou por resultar numa luta.
“Depois da briga, ele não ficou satisfeito e saiu do local. Mais tarde, voltou acompanhado de outros indivíduos armados com catanas, barrotes, pedras e outros objectos”, contou um familiar, ainda segundo o qual, os suspeitos dirigiram-se até à residência da vítima, onde iniciaram uma confusão, no portão, com o enteado do pai de António José Pundo.
A família afirma que, ao ouvir o tumulto, o jovem saiu de casa para perceber o que estava a acontecer, quando foi cercado e violentamente agredido pelo grupo.
“Eles partiram todos para cima dele e começaram a bater com catanas, paus e pedras. Os ferimentos mais graves foram na cabeça”, relatou.
Os familiares afirmam que António José Pundo não resistiu aos ferimentos e acabou por morrer.
Este jornal apurou que o conflito entre a vítima e o principal suspeito teria começado em 2020, quando António José ainda era menor de idade.
A família alega que, na altura, Rodrigo Manuel Correia teria manipulado a vítima para retirar a arma de fogo do pai, agente da Polícia Nacional, com a promessa de receber dinheiro e outros bens materiais.
“Depois do desaparecimento da arma, o meu irmão acabou levado à esquadra. Mais tarde, contou toda a verdade e o acusado fugiu para Benguela”, explicou o familiar.
Após o caso, António José Pundo passou a viver no Zango junto de familiares maternos. Depois, regressou ao bairro devido a problemas de saúde e para solicitar apoio financeiro ao pai. Foi nessa altura em que voltou a encontrar-se com o suposto agressor.
Tudo o que os familiares conseguiram apurar, indica que seis indivíduos terão participado nas agressões, mas apenas três foram identificados, até ao momento, nomeadamente: Rodrigo Manuel Correia, conhecido por “Sta”; “Manucho-Fila”; e
Lando Moisés, conhecido por “BG”.
O caso foi participado às autoridades e encontra-se registado sob o processo n.º 3394/26M.A/PGR.
A família apela à intervenção das autoridades para a localização e detenção dos envolvidos. “Hoje, foi o nosso irmão. Amanhã, pode ser outra pessoa. Queremos justiça e que esses indivíduos sejam encontrados”, clamou um familiar.








