Esquema Lussaty: Rios de dinheiro circulam em esquema criminoso organizado no DPPQ do Estado Maior General das FAA - Fonte diz que desmantelamento do grupo é para prosseguir
O esquema milionário orquestrado na Direcção Principal de Pessoal e Quadros do Estado-Maior General das Forças Armadas Angolanas tem novos contornos.
A investigação Na Mira do Crime sabe que vários batalhões fantasmas recebem dinheiro do erário há muitos anos, dinheiros estes que caem nas mãos de pessoas que nunca fizeram parte das FAA, em prejuízo de alguns reformados e falecidos, para contentamento de alguns iluminados que descobriram à fórmula de como levar centenas de milhões de kwanzas dos cofres do Estado.
Por: Ngunza Chipenda
Fonte interna consultada pelo Na Mira, esclareceu que a roubalheira, afinal, já vem de algum tempo, e terá sido desmontada com a denúncia do actual chefe da DPPQ, Vice-almirante, Sousa. No dia 20 de Março do ano em curso, vários oficiais militares foram detidos, por alegadamente fazerem parte do roubo milionário nas FAA, orquestrado num dos departamentos de processamento de dados, onde fazia parte supostamente o famoso capitão Meudinho.
O Na Mira do Crime sabe que a Procuradoria Militar das FAA já está ao corrente da situação, e faz um trabalho aturado interno na busca dos demais envolvidos, sob orientação do Chefe de Estado Maior General das Forças Armadas Angolanas, com centenas de nomes já identificados, para desmantelar os mais de 800 militares fantasmas que recebem todos os meses salários de borla. Segundo a nossa fonte, a exibição de viaturas luxuosas e casas caras de alguns militares, com proveniência duvidosa, terão levantado suspeitas, e após o actual Vice-almirante ter assumido o cargo, sendo especialista do Pessoal e Quadros, achou por bem fazer um levantamento para saber como caminha correctamente a gestão dos recursos humanos, por ser complexa.
"A primeira medida era saber o número fisico que às FAA possui por Unidades Estabelecimentos e Órgãos. Durante o exercício desta actividade, foram detectadas as irregularidades de inserção de fantasmas no sistema do integrado do Ministério das Finanças, outrossim, naltura da migração dos dados dos efectivos das FAA para o referido sistema integrado o Vice-Almirante, Sousa não era o gestor", defendeu.
Segundo a fonte, há neste momento um combate acérrimo nas Forças Armadas, orientada pelo Comandante-em-Chefe das Forças Armadas Angolanas, João Lourenço. Este jornal sabe que foram detidos alguns coroneis e capitão, supostamente envolvidos no esquema, com inserção de vários batalhões fantasmas.
Como funciona? A investigação do Na Mira do sabe que, muitos dos militares reformados não recebem às suas pensões por conta deste esquema. Os nomes permanecem nas folhas que seguem para o Ministério das Finanças, mas o IBAN é alterado, e o dinheiro cai em conta devidamente programada pelo grupo, que depois reparte os milhões.
Noutros casos, os nomes de militares falecidos cujas alcunhas são publicadas no Jornal de Angola, servem também como esquema do grupo. Até a família regularizar a pensão do militar, o dinheiro cai directamente nas contas do grupo, e isto esquema pode se estender por muitos anos, até os familiares darem conta que estão a ser lesados por meses e anos.











