"Yuri Boyka": Procura-se cidadão acusado de agredir sexualmente uma menor de 13 anos de idade depois de supostamente a drogar - Vítima caiu na armadilha de uma cafetina
Um cidadão identificado por Felipe Cayeye, conhecido por Yuri Boyka, suposto efetivo das Forças Armadas Angolanas (FAA), e professor de Jiu-jitsu, assim como a sua comparsa identificada por Jandira, estão a ser procurados por alegadamente abusarem sexualmente uma menor de 13 anos de idade, residente no bairro Luanda Sul, município de Viana.
Por: Solange Figueira
De acordo com a família da vítima, a jovem identificada por Jandira (a acusada) é vizinha da menor e dedica-se a levar meninas do bairro para que sejam abusadas sexualmente, e receber, em troco, dinheiro.
Denunciantes contam que tudo aconteceu no dia 30 de Abril do ano em curso, quando a menor ia para a escola no período da tarde. Pelo caminho, encontrou-se com a acusada, que lhe pediu para acompanhá-la à casa do seu padrinho.
Dentro da residência, apresentou a vítima ao acusado, que alegadamente a drogou e a abusou sexualmente.
Segundo a vítima, ela aceitou acompanhar a acusada por ter confiança nela e por ser sua vizinha. "Foi a primeira vez que aceitei sair com a tia Jandira. Ela garantiu-me que não demoraríamos. Postas em casa do senhor, ele foi comprar franguité para nós. Comemos os três e, alguns minutos depois, ela disse-me que ia à cantina e pediu para eu espear por ela", narrou, sublinhando que o senhor colocou uma arma no interior da sua bata.
"Como o quintal dele é comum, trancou a porta, pôs música alta e perguntou-me se eu queria namorar com ele, mas eu neguei, motivo suficiente para ele colocar-me com a sua pistola na cabeça e mandou-me beber água, e eu voltei a negar, tendo de seguida ameaçado matar a minha família", contou.
A menor conta que, com medo, bebeu a água oferecida que desconfia ter sido envenenada, porque, a partir daquela altura, já não se lembrava de nada. "Sei apenas que acordei nua, e ele também estava nu.
Mandou-me pôr as vestes e pediu que desse o número de telemóvel da minha mãe para menti-la que eu estava em casa de uma colega", descreveu, longe de saber que as colegas acabavam de sair de casa, preocupadas com o seu paradeiro, às 19 horas, já que não era de hábito faltar às aulas.
Entretanto, os pais exigiram que fossem à esquadra para aderir o argumento, tendo o acusado concordado, mas durante o percurso, ao volante do seu próprio carro, ficou aflito e simulou um acidente, ao pretender bater num poste de electricidade.
O pai da vítima evitou a manobra mal-intencionada e evitou que o acidente acontecesse. Foi precisamente nese instante que o acusado se pôs em fuga.
A menina diz não se sentir bem; as dores de bexiga continuam; pelo pede que o seu algoz seja capturado e responsabilizado pelo crime que cometeu.
Júlia, mãe dá vítima, conta que, depois de a sua filha ser abusada, descobriram que o acusado tem praticado este acto com várias meninas do bairro com a ajuda da jovem Jandira.
"Não conhecíamos o senhor que abusou da minha filha; ouvimos no bairro que ele é militar e que trabalha com a Jandira, que é cafetina e namorada de um efectivo da polícia que alegadamente a protege.
Na primeira abordagem feita ao acusado, ele teria alegado que a menina estava em casa dele com a filha a fazer tarefas; afirmação desmentida imediatamente.
"Convidámo-lo para entrar e pedimos à minha filha para explicar o que tinha acontecido, mas ele não a deixava falar, ficou agitado e muito agressivo. Foi por isso que o encaminharam à esquadra policial, onde a vítima contou tudo", disse.
O caso está a ser tratado na esquadra da Sapú-02, sob o número de processo 248/Niip/Bp.CMV/PNA 2026.
"Quero justiça. A minha filha está deprimida e a ter acompanhamento psicológico. Os dois estão foragidos e podem fazer mais vítimas. Por isso, têm de ser presos", são as palavras que ecoavam permanente de Quessongo.
A nossa equipa de reportagem deslocou-se até à Esquadra da Boa Esperança, na Sapú-02, e recebeu a informação de que já existe um mandado de captura contra o acusado, e que o mesmo ainda se encontra foragido.









