Menina de 14 anos denuncia abusos sexuais atribuídos ao padrasto pastor desde os 7 anos
Uma adolescente de 14 anos denunciou ter sido vítima de abusos sexuais continuados supostamente praticados pelo padrasto, identificado como membro de uma igreja cristã (JS), desde os seus 7 anos de idade.
O caso, segundo relatos da menor e familiares, ocorreu inicialmente na província do Zaire e prolongou-se durante vários anos, em Luanda.
Por: Débora Manuel
De acordo com o testemunho prestado pela adolescente, os alegados abusos começaram ainda durante a infância, quando vivia com a mãe e o padrasto.
A menor afirma que era frequentemente ameaçada para manter silêncio.
"Ele dizia que ninguém ia acreditar em mim porque eu era criança", contou. Segundo o relato, os abusos ocorriam tanto na residência familiar como em locais ligados ao trabalho do suspeito.
A jovem afirma que o padrasto aproveitava momentos em que ficavam sozinhos para cometer os actos. A adolescente revelou ainda que, numa das ocasiões, a mãe terá encontrado o suspeito numa situação comprometedora com a menor.
Apesar disso, conforme a denúncia, o caso não avançou devidamente e acabou sendo tratado dentro do círculo familiar e religioso. Segundo a vítima, um tio pastor orientou-a a não contar às autoridades o que realmente teria acontecido.
"Mandaram-me dizer que ele apenas me queimou com cigarro e que não abusou de mim", afirmou. A menor disse ainda que o suspeito chegou a ser detido numa fase inicial, mas acabou posteriormente colocado em liberdade. Familiares próximos afirmam que a jovem apresenta sinais de sofrimento psicológico, isolamento frequente e crises emocionais relacionadas ao trauma vivido durante a infância.
"Mesmo quando todos estão bem, ela afasta-se e começa a chorar sozinha", relatou um familiar. A adolescente afirma que deseja apenas justiça e apoio para conseguir ultrapassar os traumas. "Quero esquecer tudo isso, mas não consigo", desabafou.
Os familiares defendem que o caso seja devidamente investigado pelas autoridades competentes e pedem responsabilização criminal do suspeito. Até ao momento, não há informações oficiais sobre eventual andamento processual, realização de exames médico-legais ou reabertura formal do caso.
O Jornal Na Mira do Crime tentou, por diversas vezes, contactar o cidadão visado para obter a sua versão dos factos. No entanto, até ao fecho desta matéria, todas as tentativas revelaram-se infrutíferas, encontrando-se o mesmo incontactável.
Por envolver uma menor de idade e alegados crimes sexuais, o jornal opta por preservar a identidade da vítima e omitir detalhes que possam comprometer









