LCC acusada de "forjar" laudo pericial de balística no caso onde oficial do DIIP foi executado com oito tiros por supostos efectivos do SIC no Cazenga
Passam quase dois anos que o oficial da Direcção de Investigação de lícitos Penais, Inácio Vaz Contreiras, de 42 anos de idade, foi executado no município do Cazenga, arredores do Hospital dos Cajueiros, em frente a casa da sua mãe, com oito tiros, por elementos ligados ao Serviço de Investigação Criminal do Cazenga.
Por: Ngunza Chipenda
Passados quase dois anos, sem que se dá início ao julgamento, a viúva do malogrado lamenta a perda do marido e os filhos reclamam a ausência do pai. No entanto, fontes do processo contactadas pelo Na Mira do Crime explicaram que o "processo está viciado" no Laboratório Central de Criminalística junto SIC, por alegadamente o laudo pericial da balística ser trocado, condicionando assim o normal andamento da justiça, deixando os carrascos da vítima a circular pelas artérias da capital, com sentimento de impunidade.
O mais agravante, é que depois de alguns meses detidos, os acusados de executarem o polícia sem dó nem piedade, com oito tiros, continuam a trabalhar normalmente, o que deixa a família da vítima revoltada.
O caso!!!
João Inácio Vaz Contreiras, de 42 anos de idade, 3° Subchefe da Direcção Nacional de Investigação de Ilícitos penais, era morador do Distrito Urbano do Sequele, município de Cacuaco, e foi morto a tiros na madrugada de sexta-feira, 29 de Novembro de 2024, por supostos efectivos do SIC, colocados na 17° esquadra do Cazenga (Esquadra do Antenov), quando visitava familiares naquela circunscrição.
Em declarações exclusivas ao jornal Na Mira do Crime, familiares da vítima contam que o crime ocorreu por volta das Zero horas da madrugada, na rua dos Comandos, quando, transportado pela viatura de marca Toyota, modelo Yaris, de cor branca, com a chapa de matrícula LD-11-41-HY, do DIIP, passou em casa dos seus pais, já falecidos, para visitar a sobrinha que aí reside.
Ao sair de casa, após caminhar alguns metros, quando se dirigia para sua viatura foi abordado por elementos do SIC (08), dois dos quais encapuzados, que horas antes estavam a consumir bebidas alcoólicas numa das roulottes aí existente.
“Quatro efectivos que estavam do outro lado da estrada, atravessaram, e um deles começou a efectuar disparos em direcção ao meu irmão, tendo sido atingido primeiro na região das costas”, explicou a jovem.
Não satisfeito com o polícia já estendido no chão, o grupo de supostos agentes do SIC chegaram junto ao efectivo do DIIP e dispararam várias vezes no corpo do infeliz, causando morte imediata.
Aliás, na altura, este depoimento foi defendido por um segurança que guarnecia um estabelecimento de venda de bebidas alcoólicas, que fez noite neste fatídico dia e presenciou tudo.
Testemunhas que presenciaram a ocorrência e pediram para não serem identificados por serem conhecidos dos supostos efectivos do SIC e da vizinhança, contaram que, após o efectivo ter sido metralhado, os encapuzados sacaram a documentação e telefone da vítima do bolso e se aperceberam que se tratava de um agente da Direcção de Investigação de Ilícitos Penais.
Para apagar evidências, subtraíram todos os seus pertencesses, até mesmo a chave da viatura, e em menos de uma hora tinham o carro da remoção do SIC para levar o cadáver sem ser feito perícia.
Informação do crime não circulou até às 8horas do mesmo dia Como é ‘regra’ os órgãos castrenses elaborarem um auto de notícia em casos como estes, e ainda por se tratar de um crime público, verdade é que a informação não circulou entre as entidades do Comando Municipal do Cazenga, sendo que, por volta das 6h45 quando a equipa deste jornal indagou o Comandante e Delegado do Ministério do Interior no Município do Cazenga, Superintendente-chefe, Didi este desconhecia totalmente a ocorrência.
Por volta das 8horas, uma equipa do DIIP, liderada pelo chefe das operações daquele órgão, esteve no local para fazer a perícia, mas com pouca margem de encontrar evidências, porque até o sangue e o local onde o malogrado perdeu a vida, o sangue foi tapado com areia e não se encontrou nenhum invólucro.
De acordo com a nossa fonte, o caso agora depende do laboratório de criminalista do SIC.








